quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Toca do Javali - parte 2

Toca do Javali - parte 2 
(Será que é desta?!)

Maktub, palavra árabe que significa “já estava escrito”, ou “tinha de acontecer”. Há sítios que encontram os seus donos, como o destino escrito nas estrelas. Porque o Universo conspira a nosso favor quando os sonhos amadurecem e estamos verdadeiramente aptos para receber a sua graça.
O Javali é um animal muito antigo, que já aparecia nas pinturas rupestres dos homens das cavernas. Toda a sua simbologia ancestral o conduz à energia selvagem da força bruta, agressividade e brutalidade, pelas suas reacções sempre violentas e impetuosas. Foi considerado também uma autoridade espiritual, em oposição ao urso que representa o poder temporal. É o animal com o dom de ver nas trevas, evoca a habilidade de sentir o perigo, e no xamanismo, a medicina do Javali refere-se à comunicação, expressividade, inteligência e coragem.
O Javali vive na floresta, cavando uma cova funda em solo raso, do tamanho do seu corpo robusto, que depois tapa com ramos, ervas secas e musgo.
Embora sejam animais sociais que vivem em bando, que é formado pelas fêmeas e crias, o Javali é um animal solitário, ausentando-se do grupo ao tornar-se adulto, onde só regressa na altura do cio.
Durante o dia o Javali repousa no mato, e ao anoitecer parte em busca de alimento e água. Corre com muita velocidade e geralmente em linha reta. É prudente mas consciente da sua força e armas temíveis que fazem parte da sua natureza. Dá muitas vezes provas de inteligência e malícia, com o seu carácter irritável, mas não ataca os seres humanos se não se sentir ameaçado. O Javali adapta-se a vários ambientes, come vegetais e carne de pequenos animais, nos Invernos rigorosos não hesita em lançar-se por longas migrações em busca do seu bem-estar.
A busca pela felicidade é comum a todos os seres vivos. As cordas do destino entrelaçam caminhos para, nos cruzamentos, nos depararmos com o que de mais puro trazemos no espírito. Coincidências do destino, auto-biografia com uma fonte de significados tão perfeitos e íntimos onde se pode sempre beber da identidade sem medo nem vergonha do reflexo de cada imagem na água.
Todos procuramos uma toca, um refúgio, onde os nossos sonhos sejam fonte de força e de verdade, e a violência que nos corre no sangue acalme e a solidão se transmute em amor e comunhão. Onde cada ser feroz possa, enfim, descansar.

Fotografia Nuno Moreira

terça-feira, 5 de junho de 2018

Campo Branco - Reserva da Biosfera da Unesco




Campo Branco - Reserva da Biosfera da Unesco

Se aprecia os grandes espaços abertos e se dedica à observação de aves, o Campo Branco será, para si, um local de eleição. Esta região é a mais importante zona de pseudo-estepe ou estepe cerealífera de Portugal, resultante do cultivo extensivo de cereais de sequeiro em regime de rotação com pousios. Da manutenção deste ecossistema depende a existência de muitas espécies de aves com estatuto de conservação desfavorável, como a abetarda, o peneireiro-das-torres, o sisão, o cortiçol-de-barriga-negra, o grou e o tartaranhão-caçador. Esta importância traduziu-se na sua integração na Rede Natura.

Para além da pseudo-estepe, podem observar-se outras unidades paisagísticas, com uma fauna diversificada. A sua observação está hoje muito facilitada pela sinalização de seis percursos pedestres, apoiados pela brochura "Percursos Pedestres do Campo Branco”, realizada pela associação Liga para a Protecção da Natureza (LPN). Como deverá proceder o viajante? Se quiser fazer um programa organizado de observação de aves, tem que marcar a visita no Centro de Educação Ambiental de Vale Gonçalinho - o coração das herdades que a LPN adquiriu no âmbito do projecto Castro Verde Sustentável -, com um mínimo de 7 dias de antecedência, por telefone, fax ou email. Se tem equipamento próprio e prefere passear sozinho, basta-lhe ir ao Posto de Turismo de Castro Verde e adquirir o livro de percursos. Mesmo sem marcação poderá visitar o Centro de Vale Gonçalinho e fazer o Percurso 6 "Vale Gonçalinho – Pereiras”.
Quanto às melhores épocas para fazer estes passeios, quase todos poderão fazer-se durante todo o ano, menos entre Julho e Setembro devido ao calor. Quem quiser assistir às exibições nupciais das abetardas machos, deverá optar pelos meses de Março e Abril.


Seja qual for o seu programa, visite o património e viva a peculiar atmosfera que caracteriza a vila de Castro Verde. 


Fotografias Zito Colaço

Penedo Gordo, São Brás de Alportel, Algarve, Portugal.


Elemento rochoso de avultado tamanho, o Penedo Gordo constitui um dos mais curiosos elementos do património natural do concelho de São de Brás de Alportel, com acesso pela estrada que faz a ligação entre São Brás de Alportel e o Peral (acesso à Zona Industrial, direcção - Pereiro, Moncarapacho). 

Segundo a sabedoria popular, este local foi durante muitos anos utilizado como ponto de encontro nos dias festivos da Pascoa e no Mês de Maio. Actualmente tem ficado no esquecimento da população local, sendo apenas recordado pelos mais idosos. Poderão subir ao topo do rochedo, sendo o acesso pela parte de atrás deste, tenham sempre em atenção que este tem 10 metros de altura. Cuidado se levar crianças.


Fotografias Zito Colaço

Chorão-das-praias, Carpobrotus edulis, Parque Natural Sintra-Cascais.

 Carpobrotus edulis, conhecida pelo nome comum de chorão-das-praias, é uma espécie de planta suculenta, rastejante, nativa da região do Cabo, na África do Sul. Cultivada como planta ornamental e pelo seu fruto comestível, em regiões com clima semelhante ao da sua área de distribuição natural, como o Mediterrâneo e partes da Austrália e Califórnia, escapou ao controle humano e tornou-se uma espécie invasora. A espécie foi anteriormente classificada com pertencente ao género Mesembryanthemum e ainda é por vezes comercializada sob esse nome.

 O Carpobrotus edulis é um caméfito suculento e rastejante, com longos caules escamosos que podem atingir vários metros de comprimento, enraizando nos nodos. Forma densos tapetes mono-específicos, particularmente em áreas arenosas e secas, preferindo taludes e outros terrenos declivosos. Pertencente à família Aizoaceae, C. edulis é uma das cerca de 12-20 espécies que integram o género Carpobrotus. C. edulis é vivaz e perene, apresentando crescimento durante todo o ano, com rebentos que podem crescer mais de 1 m por ano.[2] Foram encontradas plantas individuais que formaram um tapete com mais de 50 m de diâmetro.
As folhas são carnudas, apenas ligeiramente curvas, com ângulo dorsal serrilhado na parte distal,[3] de 40 a 80 mm de comprimento e de 8 a 17 mm de largura, secção triangular (formando um triângulo aproximadamente equilátero quando seccionadas perpendicularmente ao seu eixo principal) e ápice aguçado, verde brilhantes quando jovens, com laivos avermelhados quando envelhecidas, principalmente ao longo dos rebordos. As superfícies adaxiais e laterais são distintamente côncavas, particularmente em períodos de maior secura. Grandes células translúcidas à superfície das folhas jovens produzem uma superfície brilhante que se assemelha a folhas matizadas por geada (daí a planta ser conhecida por ice-plant, ou seja planta-do-gelo, em inglês).
As flores têm estaminódios semelhantes a pétalas, amarelos a purpurescentes. Os estames são numerosos (400 a 600), amarelos, agrupados em séries de 6 ou 7 unidades. Cada flor tem 8 a 10 estiletes livres sobre um ováriocónico, ligeiramente comprimido na sua parte basal e convexo no topo. Em cada flor, dois dos lobos do cálice são mais longos, prolongando-se para além das pétalas. O florescimento ocorre durante as estações mais quentes do ano, iniciando-se no final do inverno nas regiões mais quentes e no final da primavera em regiões menos ensolaradas. As plantas mantêm-se em flor até ao final do verão, por vezes até meados do outono, sendo comum as populações manterem-se em flor por vários meses.
fruto, popularmente designado por figo dada a sua semelhança com um sicónio, é comestível, passando de verde a amarelo ou avermelhado com o amadurecimento e produzindo um odor pungente quando esmagado. A produção de sementes é grande, com centenas de sementes produzidas por cada fruto.
Por ser morfologicamente muito semelhante, C. edulis é facilmente confundido com algumas das espécies filogeneticamente mais próximas de Carpobrotus, incluindo com a espécie Carpobrotus chilensis, mais pequena e ecologicamente menos agressiva, com a qual hibridiza facilmente.
C. edulis pode, contudo, ser distinguido da maioria das espécies próximas de Carpobrotus pela coloração das suas flores. As grandes e vistosas flores de C. edulis, com 2,5–6 mm de diâmetro, são amarelas ou rosado claro, enquanto as flores de C. chilensis são mais pequenas, com apenas 1,5-2,5 mm de diâmetro, e de coloração magenta


Fotografias Zito Colaço

terça-feira, 29 de maio de 2018

A minha Primavera só agora chegou...


A primavera é a estação do ano que se segue ao Inverno e precede o Verão. É tipicamente associada ao reflorescimento da flora terrestre.
A Primavera do hemisfério norte é chamada de "Primavera boreal" e a do hemisfério sul é chamada de "Primavera austral". A "Primavera boreal", no Hemisfério Norte, tem início na data 20 de Março e termina em 21 de junho. A "Primavera austral", no Hemisfério Sul, tem início na data 23 de setembro e termina a 21 de dezembro.
Como se constata, em uma data equinocial o dia e a noite têm a mesma duração na linha do equador. A cada dia que passa, o dia aumenta e a noite vai encurtando um pouco, aumentando, assim, a insolação do hemisfério respectivo.Do ponto de vista da Astronomia, a primavera do hemisfério sul inicia-se no equinócio de Setembro e termina no solstício de Dezembro, no caso do hemisfério norte inicia-se no equinócio de Março e termina no solstício de Junho.
Estas divisões das estações por equinócios e solstícios poderão ser fonte de equívocos, mas deve-se levar em conta a influência dos oceanos na temperatura média das estações. Na Primavera do hemisfério sul, os oceanos meridionais ainda estão frios e vão aos poucos aquecendo, fazendo a Primavera ter temperaturas amenas ao longo desta estação. Mas na do hemisfério norte, por ser maior a parte continental, as temperaturas costumam aumentar mais rapidamente.





 Fotografias Zito Colaço

O Pinhal de Leiria - A culpa foi do D. Dinis (irónico e bem escrito)


O Pinhal de Leiria - A culpa foi do D. Dinis

"Foi uma ideia original, de D. Afonso III e de seu filho D. Dinis, plantador de naus a haver. Estúpidos, e meio boçais, nunca apresentaram um Plano de Ordenamento e Gestão Florestal. Depois deles, o filho da mãe do D. Afonso IV, não mandou fazer estudos topográficos e geodésicos. 
D. Manuel I, desmiolado, esqueceu-se de estudar os resíduos sólidos e os recursos faunísticos. 
D. João V, esse palerma, desprezou os avanços da bioclimatologia e da ecofisiologia das árvores. 
A maluca da D. Maria I não percebia nada de biologia vegetal e da diversidade das plantas. No fundo era uma reaccionária. O resultado de sete séculos de incúria está à vista: ardeu tudo. Há-de ali nascer um novo pinhal após rigorosos estudos académicos e científicos. Em vez do bolorento nome de Pinhal de El-Rei, irá decerto chamar-se Complexo Bio-Florestal 25 de Abril, com árvores de várias espécies para assegurar a pluralidade, esplanadas e bares, passadiços, zonas culturais — e uma ciclovia asfaltada da Marinha Grande a São Pedro de Moel. 
Estou certo de que o projecto assentará numa "visão pós-moderna da natureza", e no "conhecimento da dinâmica dos sistemas vivos", além da “capacidade de análise e interpretação da paisagem como meio influenciador do homem”. 
Bem vistas as coisas tivemos muita sorte." 


NOTA: O que me espanta é como foi possível. Tantas centenas de anos sem aviões para apagar fogos, sem SIRESP, sem carros de bombeiros, sem autoridade (?) da protecção civil e sem diversificação das espécies … e, só agora é que ardeu!


Texto Anónimo Fotografias Zito Colaço (2010)











sábado, 7 de abril de 2018

"Tartaruga-trepadeira", Sobreiros Quercus suber, em Vale de Milhaços, Seixal, Setúbal.


sobreirosobrosobreira ou chaparro (Quercus suber) é uma árvore da família do carvalho, cultivada no sul da Europa e a partir da qual se extrai a cortiça. O sobreiro é, juntamente com o Pinheiro-bravo, uma das espécies de árvores mais predominante em Portugal, sendo mais comum no Alentejo litoral e serras Algarvias.
É devido à cortiça que o sobreiro tem sido cultivado desde tempos remotos. A extração da cortiça não é (em termos gerais) prejudicial à árvore, uma vez que esta volta a produzir nova camada de "casca" (súber) com idêntica espessura a cada 9 anos, período após o qual é submetida a novo descortiçamento. Recentemente, têm-se desenvolvido processos mais mecanizados e seguros para se proceder a esta operação, como o caso da máquina que corta a cortiça, evitando lesões prejudiciais à vida do sobreiro e que facilita o trabalho dos tiradores, sem os substituir, aumentando assim a produtividade. Pode ter até 20 metros mas normalmente terá 15 metros.
O sobreiro também fazia parte da vegetação natural da Península Ibérica, sendo espontâneo em muitos locais de Portugal e Espanha, onde constituía, antes da acção do Homem, frondosas florestas em associação com outras espécies, nomeadamente do género Quercus.
A finalidade da cortiça é o fabrico de isolantes térmicos, tecido de cortiça (vestuário, acessórios como malas, bolsas, carteiras e sapatos), materiais de isolamento sonoro de aplicação variada e ainda indústria aeronáutica, automobilística e até aeroespacial, mas sobretudo é utilizada na produção de rolhas para engarrafamento de vinhos e outros líquidos. Portugal é o maior produtor mundial de cortiça, sendo a cortiça portuguesa responsável por 50% da produção mundial. O setor que emprega diretamente 12 mil pessoas, e contribui com 3% do PIB cerca de 5.5 mil milhões de euros(7.6 Bilhões US$) Os Montados são sistemas agro-silvo-pastoris e um dos exemplos de sistemas tradicionais sustentáveis de uso no solo da Europa. Representam uma área de aproximadamente 1,2 Mha, a maior parte na região do Alentejo, no sul de Portugal. O valor económico dos montados deve-se, essencialmente, à produção de cortiça, estando a sua importância cultural relacionada com o papel que têm na conservação da biodiversidade e valores históricos como o registo de sistemas sociais e agrícolas tradicionais. Desde o século XIV, que Portugal já exportava cortiça para o Reino Unido e Flandres.
A gestão tradicional dos Montados permite combinar dois objetivos importantes a produção agro-pastoril e conservação do ecossistema. Além da cortiça, o sobreiro dá o fruto que é a bolota, também conhecida por lande ou ainda (mais correctamente) glande, que serve para alimentar as varas do porco preto alentejano, também conhecido por porco de montanheira, do qual se faz o além de enchidos o presunto ibérico ou presunto de pata negra.






 Fotografias Zito Colaço

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

"my princess mononoke" #ZM1



"San, a princesa Mononoke, uma jovem menina que foi adoptada e criada por uma tribo de deuses-lobo. O seu ódio pelos humanos que querem destruir a floresta dos deuses é tão grande, que acaba por se esquecer da sua própria humanidade. Mas a sua vida muda quando conhece o jovem príncipe Ashitaka, que passa a amá-la."...

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

"Frágeis como um balão", por Zito Colaço










"Frágeis como um balão". 

De uma vez só, morreram duas das mais emblemáticas árvores da Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica, um Pinheiro-manso e um Pinheiro-bravo, gigantes. Eram duas das maiores árvores do coração da Mata dos Medos. 
A tempestade Bruno parece que fez das suas. Fica a memória. Até sempre.
I Love Trees

Fotografias Zito Colaço



sábado, 11 de novembro de 2017

Mata dos Medos - Acção de Voluntariado Setembro 2017


A Mata dos Medos é uma encantadora floresta, os seus majestosos pinheiros mansos albergam muitas aves diurnas e nocturnas e oferecem nos uma sombra refrescante. Ao longo da estrada florestal localizam-se 6 parques de merendas, podendo os visitantes usufruir de um momento de paragem neste cenário convidativo e tranquilo.
Mas nem todos os visitantes têm comportamentos adequados perante um bem comum, destroem todas as vedações e despejando o lixo em qualquer lado.
Deste Julho, no ultimo sábados (manhã) de cada mês temos desenvolvido uma ação de Voluntariado.
Grata.... A Mata cuida de nós, vamos cuidar DELA
Grata por partilhar com todos Vós um maravilhoso momento, Cuidar da Mata.


Teresa Morais

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

LAND ART - A Toca do Javali por Zito Colaço



"A Toca do Javali".
Instalação e Fotografia Zito Colaço

Toca do Javali - O Refúgio dos Sonhos

Maktub, palavra árabe que significa “já estava escrito”, ou “tinha de acontecer”. Há sítios que encontram os seus donos, como o destino escrito nas estrelas. Porque o Universo conspira a nosso favor quando os sonhos amadurecem e estamos verdadeiramente aptos para receber a sua graça.
O Javali é um animal muito antigo, que já aparecia nas pinturas rupestres dos homens das cavernas. Toda a sua simbologia ancestral o conduz à energia selvagem da força bruta, agressividade e brutalidade, pelas suas reacções sempre violentas e impetuosas. Foi considerado também uma autoridade espiritual, em oposição ao urso que representa o poder temporal. É o animal com o dom de ver nas trevas, evoca a habilidade de sentir o perigo, e no xamanismo, a medicina do Javali refere-se à comunicação, expressividade, inteligência e coragem.
O Javali vive na floresta, cavando uma cova funda em solo raso, do tamanho do seu corpo robusto, que depois tapa com ramos, ervas secas e musgo.
Embora sejam animais sociais que vivem em bando, que é formado pelas fêmeas e crias, o Javali é um animal solitário, ausentando-se do grupo ao tornar-se adulto, onde só regressa na altura do cio.
Durante o dia o Javali repousa no mato, e ao anoitecer parte em busca de alimento e água. Corre com muita velocidade e geralmente em linha reta. É prudente mas consciente da sua força e armas temíveis que fazem parte da sua natureza. Dá muitas vezes provas de inteligência e malícia, com o seu carácter irritável, mas não ataca os seres humanos se não se sentir ameaçado. O Javali adapta-se a vários ambientes, come vegetais e carne de pequenos animais, nos Invernos rigorosos não hesita em lançar-se por longas migrações em busca do seu bem-estar.
A busca pela felicidade é comum a todos os seres vivos. As cordas do destino entrelaçam caminhos para, nos cruzamentos, nos depararmos com o que de mais puro trazemos no espírito. Coincidências do destino, auto-biografia com uma fonte de significados tão perfeitos e íntimos onde se pode sempre beber da identidade sem medo nem vergonha do reflexo de cada imagem na água.
Todos procuramos uma toca, um refúgio, onde os nossos sonhos sejam fonte de força e de verdade, e a violência que nos corre no sangue acalme e a solidão se transmute em amor e comunhão. Onde cada ser feroz possa, enfim, descansar. 


domingo, 25 de junho de 2017

Albufeira de Odivelas - Uma pérola no Alentejo

 Albufeira de Odivelas -  Uma pérola no Alentejo

O acaso levou-nos para dentro da Magia transformada em paisagem. Cenário digno dos melhores contos de fadas, onde a vida nos convida a estar, simplesmente, entregue a cada momento. Sítio ideal para se sonhar, conviver, relaxar, caminhar, saborear e celebrar a doçura de estar vivo. Sente-se uma química muito peculiar com este lugar, com o acolhimento das gentes da terra, com a albufeira em estado selvagem, com o contacto direto com os peixes, as cobras de água, as lebres, os burros, as vacas, que convivem pacificamente com a nossa presença, fazendo parte da comunidade que nos recebe carinhosamente em frequências quentes de um Alentejo no coração do Verão. A vida selvagem solta os stresses e amarras da vida civilizada e devolve-nos a pureza e tranquilidade, neste espaço de cura e recuperação de melhor de nós próprios. 

Texto Ana Carina Sanches
Fotografias Zito Colaço