segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Montalegre - Sexta-feira 13



Montalegre – Sexta-feira 13 A sorte instala-se no Barroso, onde o Padre Fontes imprimiu nas sextas-feiras 13 a magia impar do misticismo associado à comunhão das gentes de Portugal inteiro e do mundo. Rodeados por bruxas, zombies e seres diabólicos, as fogueiras gigantes espalhadas pela cidade e as suas queimadas aqueciam os corpos dançantes numa noite que nos brindou com neve e gelo. Há uma energia indescritível na alegria desta festa organizada com tanto amor e empenho para se tornar inesquecível. Montalegre veste-se a rigor para este grande evento que finta o azar e vai queimar “o esconjuro”, limpando as nossas almas de todos os males, nas superstições e crenças populares que ajudam a colorir esta experiência sobrenatural, que se transforma à meia noite, com um imponente fogo de artificio sobre o castelo no topo da festividade .

Texto Ana Carina Sanches
Fotografia Zito Colaço








Aquae Flaviae (Chaves) - As fronteiras do Paraíso


Aquae Flaviae (Chaves) – As fronteiras do Paraíso
As Águas de Chaves estendem os seus braços para nos receber. Das termas ao imponente castelo que guarda a cidade, a terra sussurra-nos histórias bonitas ao ouvido. O Rio Tâmega traça-nos caminhos na água que espelha o céu e as árvores, num ambiente frio mas que aquece a alma. Da ponte romana ao colorido das casas que nos acolhem, Chaves oferece-nos um abraço terno que nos aperta em tons vivos, e nos convida a conhecer os seus limites, linhas de fundo de Portugal, terras da Raia, como Soutelinho, ou terras sagradas, como São Caetano. Aldeias transmontanas banhadas de história e de Natureza, com uma identidade delimitada pela alma rija de quem defende o Paraíso e resiste, imperiosamente, às rajadas duras do Tempo.

Texto Ana Carina Sanches
Fotografias Zito Colaço







São Caetano






Soutelinho da Raia





Mariolas - As pedras boas do caminho


Mariolas - As pedras boas do caminho

No mundo mágico do Gerês, as mariolas servem para orientar e mostrar o trilho aos pastores e caminhantes. Sobrepõem-se as pedras do caminho, umas sobre as outras, de forma a encontrar o equilíbrio. Usam-se as dificuldades para crescer, e tornar visível a beleza de cada percurso. As mariolas são miradouros na alma nos dias difíceis de percorrer, conduzem a intuição pelos passos certos, na incerteza de atingir os nossos objetivos. Reforçam a intenção e seguram a intensidade da caminhada. Fomos a Pitões das Júnias contruir a nossa mariola, e não nos perdermos da vontade de percorrer novos caminhos neste amor universal pela Natureza.
Que venham as próximas caminhadas!

Texto Ana Carina Sanches
Fotografia Zito Colaço


Caminhadas e Passeios Pedestres AO PÉ DO MUNDO - Junta-te a nós!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Tesouros Esquecidos - Aldeia de Broas, Penedo do Lexim, Mata Pequena e Cheleiros


Tesouros Esquecidos - Aldeia de Broas, Penedo do Lexim, Mata Pequena e Cheleiros Lugares coloridos por memórias: é onde começa a sensação da passagem por aldeias em ruinas e outras reerguidas das cinzas, pontes encantadas e penedos que nos falam em idiomas desconhecidos. Começava a caminhar dentro de nós a sede da descoberta, passo a passo, pelos bosques e árvores que nos convidavam a dançar. A melodia contida no freixo que nos saudou na aldeia de Broas, com vista estendida num manto verde e suave rumo a Cheleiros, inundou de tranquilidade o contorno frio das ruinas de casas antigas caídas no esquecimento, mas enraizadas em lembranças perfumadas por segredos de outros tempos. Colecionámos memórias felizes no Penedo de Lexim, pedra a pedra, construindo o perfil de seres especiais que ficaram gravados nos mapas da nossa história. Na Aldeia da Mata Pequena está desenhado a pincel a magia do renascimento, a beleza da insistência na vida, nas cores da realização dos sonhos, nos pormenores filhos de um Amor não passivo. Fruto do mesmo encanto está, em Cheleiros, a ponte antiga, que liga todos os caminhos difusos do Tempo, o tesouro dourado que brilha em cada margem do rio que nos atravessa por dentro. Memórias coloridas por lugares: é onde se guarda a sensação de existirem tesouros que se entregam a nós sem reservas, e permanecem na vibração dos momentos felizes, no panorama de cada lembrança.

Texto Ana Carina Sanches
Fotografias Zito Colaço

Aldeia de Broas



Penedo do Lexim





Aldeia da Mata Pequena






Cheleiros



segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Campo de Lapiás - Um verdadeiro Museu de Pedras encantadas


Campo de Lapiás - Um verdadeiro Museu de Pedras encantadas Pedras encantadas, guardadas religiosamente em salas privadas da Natureza. Cada uma com o seu feitiço, todas com o dom de filtrar tudo que não cabe dentro das poções mágicas dos livros de aventura. Vários perfis de seres únicos e especiais, a povoar a criatividade pura que nos alimenta, nesta visita a um reino improvisado e improvável na rota banal e cega do quotidiano. São salas de reunião, onde as pedras e as árvores fazem balanços dos sonhos e contam as estrelas de noite. Salas onde se entrelaçam raízes em espiral rumo ao céu para tocar o sol, enquanto as pedras as agarram e conduzem, com ternura, e nos convidam a participar na viagem de braços abertos. São altares onde vivem Deuses Antigos, e onde podemos escutar a voz do Universo a sussurrar-nos ao ouvido mensagens de força e de esperança.

Texto Ana Carina Sanches
Fotografias Zito Colaço