sexta-feira, 22 de maio de 2020

36º Aniversário da Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica. A "Montanha Amarela" está de parabéns.

Comemora-se hoje o 36º Aniversário da Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica
22 de Maio de 1984 - 22 de Maio de 2020

A ARRIBA FÓSSIL DA COSTA DE CAPARICA

A Arriba Fóssil, sobranceira às chamadas Terras da Costa é o mais característico elemento natural da região da Caparica. Trata-se de uma formação geológica invulgar, constituída por rochas sedimentares, possuindo as mais antigas cerca de 15 milhões de anos, com belas formas provocadas pela erosão, variegadas tonalidades ocre e as ravinas abundantes - boqueirões - coroadas de vegetação luxuriante.
A designação de Arriba Fóssil não se deve ao facto de possuir milhões de elementos fossilizados mas ao facto de desde há largos milhares de anos se encontrar inerte em relação à acção erosiva do mar. Aliás a base da Arriba Fóssil não é atingida pelo mar desde o terramoto de 1755 a que se seguiu uma violenta aguagem, tendo o mar recuado para não mais voltar.
É o testemunho presente de uma época em que a linha da costa se situava muito mais para o interior. Actualmente e devido à acumulação de grandes quantidades de areia junto à Arriba, o mar já não a atinge, sendo por isso designada por Fóssil. Para defesa deste património natural único foi legalmente constituída em 1984 a designada Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica.
A importância geológica da Arriba Fóssil é justificada pelo facto de ser constituída por uma sucessão de estratos de rochas sedimentares, das mais importantes da Europa Ocidental, caracterizados por um imenso conteúdo fossilífero.
Para além das características geológicas, muitos outros factores contribuem para que seja considerada um dos principais polos de interesse natural da região. Possui locais muito favoráveis para a alimentação, reprodução e repouso de aves de rapina, de entre as quais se destacam a águia-de-asa-redonda, o peneireiro-comum, o mocho-galego e a coruja-do-mato. A variedade da fauna é completada com outros animais, desde o rato do campo ao coelho, da perdiz ao pintassilgo.
As matas da Arriba são um local privilegiado de passagem para as aves migratórias, sendo ainda de assinalar a presença de uma importante colónia de corvídeos, com relevo para as famílias de corvos comuns, caracteristicamente constituídas por três elementos. Pode-se igualmente observar e admirar na zona envolvente a Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos, também conhecida por Pinhal do Rei, o qual foi mandado semear pelo rei D. João V, segundo a versão oficial ICNF, com o objectivo de impedir a progressão das areias dunares para o interior. Documentação recolhida recentemente indica que já antes de D. João V existiam preocupações com o Pinhal do Rei, donde D. João V terá mandado efectuar a reflorestação e não a plantação de origem.
No perímetro da Arriba Fóssil são visíveis os marcos com o símbolo da Casa de Palmela, ao longo da antiga estrada que o monarca utilizava nas suas deslocações de Lisboa para o Castelo de Palmela.
Neste importante espaço natural podemos encontrar, ainda, a Mata das Dunas da Costa de Caparica e Trafaria, na base da arriba, perfazendo com a Mata dos Medos, cerca de 600ha de área florestal que proporcionam bons momentos de repouso em contacto directo com a Natureza.

Bem-vindo à Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica
 A "Montanha Amarela". 
 Fósseis na "descida das vacas".
"Bonsai" e a Costa da Caparica ao fundo
 Zito Colaço - 2004
 "As irmãs"e a Fonte da Telha em baixo
 "Árvores do amor"
 Vista da área Protegida a partir do Miradouro dos Capuchos
 "Polvo" 
 Colónia de gaivotas 

 Zito Colaço - 2008
 "Bosque Encantado"
 Fonte da Telha ao fundo
 O "Coração" da Mata dos Medos
 Olhos de Água
 Zito Colaço - 2010
 "Cobra"
 A "Toupeira" - 2014
 "Grand Canyon"
 Zito Colaço - 2014
 "Nina"
Praia da Adiça

PARA MEMÓRIA FUTURA
No 32º Aniversário da criação da “PAISAGEM PROTEGIDA DA ARRIBA FÓSSIL DA COSTA DA CAPARICA”
A Assembleia de Freguesia da Charneca de Caparica e Sobreda aprovou por UNANIMIDADE na sessão de 18 de Dezembro de 2015, uma Moção recomendando a defesa e preservação da Mata Nacional dos Medos (“Médos”), Reserva Botânica integrada na “Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica”
“Faz parte do território das Freguesias da Charneca de Caparica e Sobreda uma das mais importantes áreas naturais do Município de Almada e da Região da Península de Setúbal.
A Mata Nacional dos Medos (também designada por Pinhal do Rei) foi classificada pelo Decreto-Lei nº444/71, de 23 de Outubro, como Reserva Botânica - RBMNM. Está integrada na Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica- PPAFCC - que faz parte da Rede das paisagens Protegidas do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas - ICNF. Esta mata foi mandada plantar pelo Rei D. João V, no século XVIII, com a intenção de fixar as areias das dunas que progrediam para os terrenos agrícolas. Com a plantação do pinheiro manso pretendeu-se criar uma camada arbórea que dificultasse o avanço das dunas sobre as plantações.
Atualmente tem grande importância no património natural do concelho de Almada, com ótimas condições de recreio e de lazer, servindo toda a zona metropolitana de Lisboa e a Península de Setúbal.
Na Cimeira do Clima – COP21 recentemente realizada em Paris foi assinado por 195 países o acordo final que visa conter o aquecimento global abaixo dos 2 graus Celcius de cujas medidas faz parte a preservação das áreas verdes, verdadeiros “pulmões” determinantes para a qualidade de vida das populações.
Nos anos mais recentes com decisões puramente economicistas que ignoram a defesa do património natural e o bem-estar das populações foram tomadas medidas gravosas em relação à Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos das quais salientamos: A desativação das designadas “Casa do Guarda Florestal” (Praia da Rainha e outras), A redução drástica do pessoal técnico (Vigilantes da Natureza e outros); O desinvestimento na manutenção da Mata e na divulgação e disponibilidade de fruição da mesma pelas populações.
Urge reverter esta situação.
Tem valido, para evitar males maiores, a ação da Câmara Municipal de Almada na criação a expensas próprias e com a colaboração dos Bombeiros Voluntários de brigadas de vigilância permanente na designada “época de fogos”; A manutenção das vias rodoviárias de acesso embora de estradas florestais se trate; O apoio a ações de divulgação às populações da Reserva Botânica da Mata dos Medos (“conhecer para melhor preservar”), igualmente com o ativo empenhamento da Junta de Freguesia da Charneca de Caparica e Sobreda. É importante salientar a ação abnegada dos “Vigilantes da Natureza” do ICNF e dos voluntários amantes da mata que muito têm contribuído para a sua divulgação e preservação.
A Assembleia de Freguesia da Charneca de Caparica e Sobreda, reunida em Sessão Ordinária em 18 de Dezembro de 2015, delibera:
1. Recomendar a reavaliação por parte do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas e da novel Secretaria de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural da globalidade da situação da Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos;
2. Recomendar o preenchimento total das vagas no quadro de técnicos afetos à Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos, “Vigilantes da Natureza” e outros.
3. Recomendar a reativação das designadas “Casa do Guarda Florestal” mantendo-se a propriedade pública das mesmas.
4. Recomendar a canalização de fundos europeus destinados à proteção ambiental, através do ICNF e da Câmara Municipal de Almada (no âmbito da Proteção Civil Municipal) adequados à intensificação de ações de vigilância, manutenção e preservação deste importante componente do Património Natural da Charneca de Caparica, de Almada e da Região.”
© Victor Reis, 20030813 [Oficina das Ideias, 20030813] [Oficina das Ideias, 20070414] [Oficina das Ideias, 20080925] [Oficina das Ideias, 20100208] [AFCCS 20151218] [20200522]

Fotografias Zito Colaço

domingo, 5 de abril de 2020

Vai ficar tudo bem se mudarmos. Por dentro.



Vai ficar tudo bem se mudarmos. Por dentro.

No grito da Terra há um poema de dor e amor. Há um corpo que se manifesta em Planeta. Há sangue que pulsa nas veias da infinita sabedoria. Há um coração que anima todo o Universo...
Escutemos.
A realidade mudou. Ou terá sido apenas a forma como olhamos para ela? Depois do olhar incrédulo, do sentimento de impotência, do isolamento, do desvendar de fragilidades desruptivas existentes e do colapsar de uma estrutura humana desumanizada e de um sistema social e económico imperfeito, é tempo de mudarmos. Por dentro.
Há tanto tempo que já é tempo...
Ficar imerso em 1001 atividades, não vai resolver o problema. Ficar em letargia, à espera que alguém o resolva, também não.
E sabes qual é o problema?
Ficar em casa neste momento é um bem necessário. Contudo, isso não faz com que tudo passe como por magia e que regressemos num belo dia àquilo que era considerado "normal". O normal estava implementado numa sistémica normalidade antinatural. Essa estrutura sempre foi insustentável.
Não é assim que "vai ficar tudo bem", nem que o repitas vezes intermináveis. Só vai ficar tudo bem se agires, se fores um agente de mudança. É preciso agir. Por dentro.
O problema centra-se na tua/nossa consciência. Na falsa e já destronada crença de que eramos invencíveis, seres dotados de inteligência que se expandiam num crescente sucesso e manipulação das leis naturais e da vida. Desconectamo-nos e perdemo-nos de nós mesmos num sono de apatia e miopia.
Estamos há muito em desequilíbrio. Urge a definição de uma estratégia individual, que se irá manifestar no coletivo. De um novo caminho, uma nova forma de agir enraizada na reverência pelo mundo natural e fundamentada numa atitude de reciprocidade, para assim restaurarmos o equilíbrio. Connosco mesmos e com os outros. Com a Terra. Este é um direito e uma responsabilidade individual e coletiva.
Esta é a oportunidade para criarmos uma nova realidade construída sem mentiras perfeitas. Por dentro.
Haja alinhamento no essencial e naquilo que verdadeiramente suporta e nutre a Vida. E é tanto e tão pouco...
Da aparente monocromia da vida, do preto e branco intemporal, do invisível, mas existente poder criador, é urgente rasgarmos horizontes neste tempo anunciado.
E cumprindo esta jornada solitária, nas altas montanhas da existência, que possamos descobrir o espaço, a palavra, a cor, o voo... este Agora.
Como? De coração. Por dentro.
De dentro para fora.
💙

sábado, 4 de abril de 2020

Carvalho de Calvos, Braga.


Do livro ÁRVORES DO AMOR - AS ÁRVORES MISTERIOSAS DE PORTUGAL

O maior Carvalho de Portugal
Bouça da Tojeira, Calvos, Povoa do Lanhoso, Braga

A idade desta árvore monumental está calculada em 500 anos. Tem 23 metros de altura, 7,4 metros de diâmetro médio do tronco e uma copa impressionante, com cerca de 40 metros de diâmetro.
Este Carvalho-alvarinho está classificado como árvore de interesse público desde 1997, razão pela qual já houve tempo para construir nos terrenos em volta um centro interpretativo.

Texto Anabela Fernandes
Fotografia Zito Colaço

domingo, 15 de março de 2020

#fotofamiliaemcasadia19




#fotofamiliaemcasadia19
#Sigamarisca

Atênção: Esta fotografia tem mais de 10 anos.
Nesta fase da minha vida esta era a minha segunda casa, agora a realidade é outra. Sigam à risca.
www.lovetreesproject.blogspot.pt

quinta-feira, 12 de março de 2020

Uma história que aí vem... Árvores do Amor - As Árvores Misteriosas de Portugal


Um grande rebanho de ovelhas refugia-se, de um sol de verão abrasador, à sombra de uma Azinheira.
 Monforte, Alto Alentejo.  


Árvores do Amor - As Árvores Misteriosas de Portugal
E uma história que aí vem... 

Nos próximos tempos irei partilhar convosco o trabalho que realizei e que desenvolvo à mais de 15 anos. Foram mais de 15 anos refugiado na floresta, à descoberta destes seres belos e únicos, as nossas Árvores Misteriosas de Portugal, as verdadeiras árvores do amor.
Aproveitem.

Zito




segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Celebração da Minha Existência














Grata por tanto carinho, grata por tanto Amor, grata por tantos abracinhos, grata por tantas palavras bonitas, grata a todos pela vossa presença na caminhada e no almoço. Vocês proporcionaram-me um dia Maravilhoso 🧡
Mais uma vez, muito grata Zito e Romeu, pela Maravilhosa Caminhada!

"Eu não sou jovem e nunca serei velha.
Pertenço a uma tribo de mulheres
Que possuem o arroz das meninas
E o sorriso doidinha das antigas,
Cabelos longos e livres,
E olhos antigos como a terra. 
Onde a beleza interior não acaba.
Irmãs de homens que têm o espírito do lobo e da águia.
Alegres duendes que nunca deixam de jogar.
Seres que atravessam o tempo em constante movimento,
Ardentes de curiosidade.
Eu não tenho, nem nunca terei a idade dos documentos.
Porque eu não sou jovem e nunca serei velha.
Eu sou Eterna!"
Myriam A.


Hoje levo um bocadinho de Todos Vocês!!! Bem Hajam.....
Maggie

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Nature Lover


The presence of the tree,
of the desert and the brook,
of the ocean and the sea,
is how Nature takes shape
in me.
I touch my seaweed hair
and feel the depths of canyons
in my curves.
The mountains are my peaks
and the forest floor my feet.
When did it happen?
This becoming one
with everything,
and like a lover,
Nature reflecting myself
back to me.

Text Edveeje Fairchild
photography Zito Colaço

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Celebrar a Chegada do Novo Ano




Na Caminhada da Vida, há Pessoas que passam nas nossas vidas, umas passam muito e deixam pouco, outras passam pouco e deixam muito. E há outras, que não passam, Ficam! E Vocês FICARAM!! 
Texto Margarida Rebelo dos Santos
Fotografias Zito Colaço

Meditação Activa por Mayestas



 Fotografias Zito Colaço