quarta-feira, 7 de setembro de 2011

LOVE TREES PROJECT



 LOVE TREES PROJECT

A FLORESTA
A Floresta. Assim, com maiúscula. Esse lugar mágico que já existia antes da humanidade e que, por isso, começou por inspirar medo. Lugar onde habitavam mil e um perigos que, só muitos milhares de anos depois, dominámos. Ficou, para sempre, a aura mágica. Os seres mitológicos, as lendas e os contos populares que as brumas matinais envolvem separam-nos de um mundo que adoramos mas que não é o nosso. Os mistérios que a floresta encerra exercem sobre nós, ainda hoje, como desde sempre, um fascínio que se adensa quanto mais nos afastamos dela, em direcção às cidades. A Floresta começou por ser ameaça, depois fonte de alimento e hoje é, para uns, um recurso e, para outros, uma fonte de inspiração, um mundo fantástico e desconhecido à espera de ser explorado.
Um dia, Zito Colaço foi à floresta, à Mata dos Medos. Como sempre fizera desde criança. Mas as circunstâncias eram outras. Agora, precisava de um refúgio. Encontrou-o. Decidiu conhecê-lo profundamente, desvendar-lhe os segredos mais íntimos, estabelecer uma relação. Que se tornou tão próxima quanto natural. Nasce, assim, o Projecto Love Trees. Árvores do Amor. Amor como em altruísmo. Dá-lo sem exigir nada em troca. Como a Floresta sempre fez pelos humanos.
  
O ZITO
Zito Colaço, como é conhecido profissionalmente, nasceu, afinal, Luis Alexandre dos Santos Colaço, em Almada de 77. Cedo percebeu que mexia com fotografia e era a fotografia que mais mexia consigo. Por altura do serviço militar obrigatório trocava, à socapa, a limpeza da G3 pela clássica Canon AE1 e produziu, na semana de campo, um dos seus primeiros trabalhos. Em 95 foi instruendo no Instituto Português de Fotografia e, logo nos três anos que se seguiram, publicou no Correio da Manhã, Diário de Notícias, Forum Ambiente, Super Foto Práctica e exerceu, para além disso, a função de editor do suplemento Gentes e Locais da Revista Lusophia. Com Doze anos de Carteira Profissional de Jornalista como repórter-fotográfico, trabalha desde 1999 no Grupo Impala e publicou trabalhos na National Geographic - Portugal, Jornal de Notícias, Time Out. Natura Hoy (Espanha), Díario Digital, Focus, Ego, A Próxima Viagem, entre outras.
Foi o criador do projecto Bilma - Agência de Comunicação da Natureza, Ao Pé do Mundo - Grupo de Caminhadas e Passeios Pedestres e Love Trees Project - Sensibilização e Conservação da Natureza.
  
O PROJECTO
O Projecto Árvores do Amor ou Love Trees Project pretende sensibilizar para a conservação e preservação da natureza e está associado a várias actividades neste âmbito, tais como, exposições de fotografia, palestras, workshops de fotografia de natureza, cursos de sobrevivência, actividades pedagógicas, música, organização de caminhadas e passeios pedestres, entre outras.
Este projecto pretende partilhar uma nova visão de conservar a natureza, defendendo e valorizando os princípios de actuação que contribuem para o desenvolvimento de uma consciência e de uma cultura ambiental mais sustentável.
  
A EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA
Temos neste momento disponível um equipamento de exposição e divulgação itinerante (Tenda com 8x4mt e 10 Fotografias LoveTrees 120X80cm).
http://lovetreesproject.blogspot.com/2011/07/galeria-movel-e-exposicao-de-fotografia.html

  
O LIVRO
Álbum de fotografias a Preto e Branco, de grande impacto visual e originalidade.
Componente Fotográfica: Zito Colaço é fotógrafo profissional e criou um estilo. Nesta edição, as imagens jogam com a abstracção das formas por forma a enaltecer a ecologia de uma forma subliminar. A floresta de pinheiros-mansos, árvore soberba, concede à faixa costeira portuguesa um encanto ímpar e é responsável por um dos mais singulares ecossistemas do mundo. Nenhuma outra capital europeia se pode orgulhar de ter algo como a Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica e Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos a 15 minutos de distância. Porque a palavra “Sustentabilidade” é nova. Está na moda. E podemos agir, antes que nos tornemos “os outros”. Mas de uma forma original. Despertar as gentes para uma beleza natural que não é facilmente detectável. Porque, na Natureza, há pormenores que fogem aos mais atentos.

Componente Literária: Nuno Miguel Dias é jornalista. Nos últimos cinco anos, escreveu sobre viagens. E sentiu que seria importante não conotar a obra com ambientalismo. Não que não seja esse, afinal, o fim pretendido. Mas a mensagem tem de ser subliminar. Porque, gostemos ou não, aqui e por esse mundo fora, os ambientalistas são ainda tidos, por uma grande parte, como “uns loucos” que não olham a meios. Os textos inclusos nesta obra são curtos e espaçados, por forma a não “roubar” espaço às imagens, a principal componente do livro. Longe de tecnicismos enfadonhos que, normalmente, radicam numa apresentação pobre, são contos que, ao mesmo tempo que enquadram o leitor no tempo e no espaço, criam afectos com o objecto: as LOVETREES.

Plano:
Capa brochada, Papel Couchê, Formato A4
140 páginas distribuídas da seguinte forma:
1 - Introdução
2 – Prefácio
3 – 120 fotografias distribuídas por igual número de páginas e divididas em 5 grupos.
4 – 5 textos intercalando os 5 grupos de imagens.
5 – Currículos dos autores
Design:
Fotos sobre fundo preto, textos a branco sobre fundo preto.

A ENTREVISTA, A HISTÓRIA E O PASSEIO PEDESTRE LOVE TREES
Um safari pelas árvores do amor
Se já tem par, o passeio Lovetrees de domingo pode ser duplamente romântico. Se está solteiro, venha apaixonar-se pelas árvores da Mata dos Medos e, quem sabe, encontrar a sua cara-metade, sugere Catarina Mendonça Ferreira. Esta história não começa bem, mas tem um final feliz. Em 2005, Zito Colaço, fotógrafo profissional, teve uma depressão grave e teve de encontrar uma saída. Calhou ir à Alemanha, onde consultou um médico que deitou toda a medicação que lhe tinham receitado em Portugal para o lixo e lhe recomendou fazer desporto. “Chegado a Portugal, comecei a pensar no que é que podia encaixar no tempo livre que a minha profissão de fotógrafo me deixava disponível e lembrei-me de fazer caminhadas. Desta forma voltei a pegar no meu sonho de criança de ser fotógrafo da National Geographic e comecei a fazer caminhadas na natureza, aliando desporto e fotografia.

Há quem encontre ajuda para sair de uma depressão na religião, Zito Colaço não precisou de ir tão longe, encontrou-a na natureza e na mata de pinheiros-mansos da Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos, parte integrante da Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica. Quando se sentia em baixo, ia para lá andar a pé com a máquina fotográfica. Começou por fotografar o que era mais comum: paisagens, animais, flores... Depois focou-se nas árvores e imaginava-lhes formas e nomes. Havia uma sereia, árvores a namorar e em forma de coração. Resumindo, tudo muito em volta do tema do amor. Aqui nasce a vontade de lançar um livro fotográfico sobre estas árvores, a que chamou de LoveTrees.
Mais tarde, em conjunto com um amigo, criou o Grupo de Caminhadas Ao Pé do Mundo e um passeio pedestre pela mata que se realiza na véspera do dia dos namorados, uma forma simbólica de se entrar na natureza. “Não vamos mostrar o passarinho X ou a flor Y, mas árvores com certas características que funcionam como a atracção da Mata. É como ir ao Kruger Park e ver os Big Five (leões, elefantes, rinocerontes, búfalos e leopardos), só que aqui as pessoas vêem árvores com formas peculiares e muitas até se assemelham a animais.” Um fenómeno que nada tem de paranormal. É facilmente explicado pelo vento que bate na arriba, obrigando as árvores a defenderem-se, tomando formas diferentes. “Tenho mais de 200 fotografadas e em 50 por cento dos casos é possível olhar para elas e perceber qual é o animal que a sua forma sugere. É daqui que surgem as histórias que compõem este passeio”, explica o fotógrafo.
É aconselhado aos participantes que levem máquina fotográfica para reforçar a ideia de safari fotográfico. “Assim já não cedem à tentação de levar nada que faça falta ao ecossistema, como souvenir”, brinca.
Este não será um passeio igual a tantos outros. Quando o assunto é amor, tem de haver alguma entrega. Não existe um guia oficial, mas um orientador, e nada será dado de mão beijada. Pelo contrário: todos os participantes serão estimulados de forma a encontrarem eles próprios pontos de interesse.
Predispor as pessoas a amar e conservar a natureza é um dos objectivos deste passeio. No fundo, funciona como um truque para despertar esse instinto de protecção e de respeito pela natureza, sem que nada seja forçado.
O 1º Passeio Pedestre Lovetrees realiza-se no domingo na Mata Nacional dos Medos. Não tem inscrição e é gratuito, basta aparecer pelas 10.00 e juntar-se ao grupo que vai estar no Parque de Merendas à entrada da Praia da Fonte da Telha, junto à G.N.R.
Como chegar: nos últimos semáforos da via rápida da Costa da Caparica, virar à esquerda, direcção Praia da Fonte da Telha e seguir sempre em frente até à Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos.
  
O FILME

Uma dor surda cresce na sombra. Lisboa já não é a cidade da luz diáfana, mas um labirinto trevoso sem ponto de fuga. A cidade, símbolo de progresso e civilização na tradição clássica,  não passa hoje de um presídio de almas à deriva sujeitas à lei de Darwin, ao princípio sacrossanto de que só o mais forte sobreviverá. Uma náusea fria e cinzenta tolda os sentidos e depressa a confusão cognitiva e o vazio emocional tornam-se o cimento de um pânico crónico. Cimento real e metafórico que aprisiona corpo e espírito num colete de forças psíquico. Mas talvez haja um caminho de regresso à terra pura da liberdade. E para fazer o caminho é preciso atravessar uma ponte, onde as dúvidas e os medos acenam com os velhos fantasmas. Mas do outro lado da ponte, ultrapassando a vertigem do abismo, fechando os olhos e respirando fundo,  abre-se um novo horizonte e insinua-se um sentido, tão fresco como uma manhã de Primavera. Na Mata dos Medos, pulmão verde da margem sul do Tejo, onde as árvores são seres vivos e pulsantes (ao contrário dos espectros fantasmagóricos que habitam a cidade) dá-se o reencontro com Gaia, a grande Mãe. E com Eros, a pulsão primordial, e sexual, vivificante na presença misteriosa de uma mulher enigmática... Afinal, a cidade podia ter tentado matar Deus e esvaziar os céus e a terra de sentido (Nietzsche dixit), mas o Amor não é facilmente aniquilável. E no regresso ao seio materno da natureza,  o Amor faz-se anunciar de novo. Só que, enquanto o Amor de Gaia, a Mata dos Medos, é estabilizador e aconchegante, o Amor de Eros, o misterioso vulto feminino,  é imprevisível nos seus desígnios.E da mesma forma com que se faz anunciar sem aviso prévio, também pode eclipsar-se como uma miragem etérea que joga às escondidas com a volatilidade do desejo humano.
  
A MENSAGEM
Por favor cuidem das árvores. As árvores cuidam de nós. Obrigado.

O BLOG
 www.lovetreesproject.blogspot.com

COMO COMEÇOU...
http://youtu.be/Cjiojz0ufXo

quinta-feira, 19 de maio de 2011

LoveTreesProject recebe o PAN na Mata dos Medos

quarta-feira, 18 de maio de 2011

LoveTrees Project recebe o PAN na Mata dos Medos.





Love Trees Project recebe o PAN na Mata dos Medos.

 O Grupo Love Trees recebeu no passado domingo, dia 15, pelas 10 horas da manhã, na Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos, parte integrante da Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica, os representantes e respectivo líder, professor Paulo Borges, do novo partido político PAN. Em causa tiveram questões relacionadas com o futuro abate de pinheiros-mansos bicentenários, aquando a construção de uma estrada prevista para aquela zona. Houve também oportunidade para falar um pouco deste projecto, bem como mostrar parte das suas principais atracções, as LoveTrees.

O PAN no Distrito de Setúbal foi descobrir as principais dificuldades c/que a zona se debate, de que se destaca a construção da Estrada Regional 377-2. Há a apontar inúmeras irregularidades de concepção e planeamento, afectará ñ só a Mata dos Medos e a Arriba Fóssil da Costa de Caparica mas ainda terras da Reserva Agrícola Nacional, que dão hoje um contributo significativo à economia alimentar da região.


Fotografias Carlos Sena
PAN - Partido pelos Animais e Pela Natureza

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Filme LOVE TREES terá os sons ORN SPIRIT

Filme LOVE TREES terá os sons ORN SPIRIT

O filme Love Trees, que nasce do projecto homónimo da Bilma, terá a banda sonora a cargo dos Orn Spirit – O Povo das Árvores. A banda de Sintra e a Bilma chegaram a acordo no passado dia 4 de Abril e lançar-se-ão ao trabalho para que, no mais curto espaço de tempo, o filme possa estar pronto e a ser exibido no circuito dos mais importantes festivais de cinema nacionais. Os Orn Spirit são formados por Gorian (didgeridoo, tilinko, tampura, baglama Saz, dan moi, voz e ambientes), Vidu (percussão, flautas, tin whisle, guitarra acústica, tampura, voz e ambientes) e Uroloki (bateria eléctrica, voz e guitarra acústica) e exploram, de forma eclética, a música como forma mais primária do ímpeto criativo humano, inspirado pela Natureza e fazendo uso dos instrumentos tradicionais das mais diversas culturas em torno do planeta.
Love Trees, o filme, dará, posteriormente, lugar a um livro.

Mais informações em www.ornspirit.com e www.bilma.biz

Texto Nuno Miguel Dias
Fotografia Fátima Xarepe

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

LOVETREES - Carta de Apresentação.

Caros senhores,

Sou fotógrafo profissional há mais de uma década, exercendo, pois, funções de foto-jornalismo e de reportagem num prestigiado grupo empresarial vocacionado na publicação de revistas.
Desenvolvi, em paralelo, um projecto pessoal o qual estabelece uma estreita relação entre a natureza e a fotografia. O objectivo foi retratar as formas abstractas da natureza, nomeadamente de árvores, e transformá-las em sentimentos e emoções experienciadas pelo espectador. Adaptei todo trabalho captado de modo a poder no final editar um livro: o LOVETREES.

Venho por este meio apresentar a minha obra e ao mesmo tempo solicitar o vosso interesse e apoio para me ajudarem editar a mesma e tornar o meu projecto numa realidade favorável para a vossa organização, para mim como profissional e assim como para o público alvo.

Junto envio a sinopse do livro e fico, assim, à inteira disposição para qualquer esclarecimento adicional.
Sinopse/Blog - www.lovetreesproject.blogspot.com
FaceBook - http://www.facebook.com/home.php#!/profile.php?id=100001834528057

Grato pela atenção.

Com os melhores cumprimentos

Luís Colaço (Zito)




Dear Sirs,

I am a professional photographer for over a decade now and perform functions linked to photo journalism and as a reporter in a prestigious corporate group which core business is the publishing of various types of magazines.

Additionally, I have developed a personal project in which nature´s shapes, specifically trees, are portrayed in an abstract way with the objective of disclosing certain feelings and emotions in the viewer. All the pictures and work developed were adapted to transform them into a book named LOVETREES.

My intention is to appeal to your interest and support to help me publish the book and turn my project into reality, favorable to your organization, to me as a professional and to the target viewers/ purchasers. For this purpose, please find attached the book´s synopsis.

Please feel free to contact me in case further information and details are required.
Blog - www.lovetreesproject.blogspot.com
FaceBook - http://www.facebook.com/home.php#!/profile.php?id=100001834528057

Best regards.

Luís Colaço (Zito)




Chers Messieurs,

Je suis un photographe professionnel depuis plus d'une décennie. Avec des fonctions comme photojournaliste et de reportages par un groupe d'entreprises de prestige visant principalement l’édition des hebdomadaires. Je à développé en parallèle, un projet personnel qui établit une relation étroite entre nature et photographie. L'objectif était de présenter les formes abstraites de la nature, y compris les arbres, et les transformer en sentiments et émotions ressenties par le spectateur. J'ai adapté tout le travail pour être éditer dans la forme de livre. Et ça, c`est le fin ultime : le projet LOVETREES.

Alors, je suis venu vous présenté mon travail en même temps vous demander de votre possible intérêt. C`est possible de me donner des appuis et de m'aider à faire la édition du livre ? Je pense que ça c`est une chose que vous va faire des plaisirs et agréable pour vous lecteurs. Envisagent ça, je vous fais c`est proposition, une fois que je pense en votre group, comme une organisation très professionnelle.

Je dois donc terminer c`est disposition.
Blog - www.lovetreesproject.blogspot.com
FaceBook - http://www.facebook.com/home.php#!/profile.php?id=100001834528057

Je suis a vôtre disposition pour tout éclaircissement.

Sincèrement,

Luis Colaço (Zito)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

LOVETREES - Livro / Book (Proposta de capa I).

SINOPSE - Proposta de edição

NOTA: Esta é uma 1.ª versão, sujeita por isso a alterações que se considerem convenientes.
Álbum de fotografias a Preto e Branco, de grande impacto visual e originalidade.

Componente Fotográfica: Zito Colaço é fotógrafo profissional e criou um estilo. Nesta edição, as imagens jogam com a abstracção das formas por forma a enaltecer a ecologia de uma forma subliminar. A floresta de pinheiros-mansos, árvore soberba, concede à faixa costeira portuguesa um encanto ímpar e é responsável por um dos mais singulares ecossistemas do mundo. Nenhuma outra capital europeia se pode orgulhar de ter algo como a Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica e Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos a 15 minutos de distância. Porque a palavra “Sustentabilidade” é nova. Está na moda. E podemos agir, antes que nos tornemos “os outros”. Mas de uma forma original. Despertar as gentes para uma beleza natural que não é facilmente detectável. Porque, na Natureza, há pormenores que fogem aos mais atentos.

Componente Literária: Nuno Miguel Dias é jornalista. Nos últimos cinco anos, escreveu sobre viagens. E sentiu que seria importante não conotar a obra com ambientalismo. Não que não seja esse, afinal, o fim pretendido. Mas a mensagem tem de ser subliminar. Porque, gostemos ou não, aqui e por esse mundo fora, os ambientalistas são ainda tidos, por uma grande parte, como “uns loucos” que não olham a meios. Os textos inclusos nesta obra são curtos e espaçados, por forma a não “roubar” espaço às imagens, a principal componente do livro. Longe de tecnicismos enfadonhos que, normalmente, radicam numa apresentação pobre, são contos que, ao mesmo tempo que enquadram o leitor no tempo e no espaço, criam afectos com o objecto: as LOVETREES.

Plano:
Capa brochada, Papel Couchê, Formato A4
140 páginas distribuídas da seguinte forma:
1 - Introdução
2 – Prefácio
3 – 120 fotografias distribuídas por igual número de páginas e divididas em 5 grupos.
4 – 5 textos intercalando os 5 grupos de imagens.
5 – Currículos dos autores
Design:
Fotos sobre fundo preto, textos a branco sobre fundo preto.


SYNOPSIS OF LOVETREES

Note: This first version may suffer any suitable and appropriate changes.
A photo album of black and white pictures with a strong visual impact and high level of originality.

Photographic component: Zito Colaço is a professional photographer and has created a very unique style. In this edition, nature´s shapes are handled and portrayed in a sublime yet abstract way. The appealing Portuguese coastline has a special enchantment, a forest composed mainly by pine trees responsible for one of the most magnificent and outstanding ecosystems. No other European capital city has the privilege to have the protected landscape Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica and botanical reserve Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos only 15 minutes away. “Sustainable development”, a very common and trendy expression in our days. It is possible step towards this objective in an original way by promoting awareness among people to nature´s beauty and the hidden details which are often difficult to identify, even by the most curious observers.

Written component: Nuno Miguel Dias, journalist, is the author of several articles on travelling over the past 5 years. Despite the fact that this is one of its main characteristics, he felt it would be important not only to highlight the environmental aspect of this work of art. The message must be subliminal, implicit and intuitive because, whether we like it and agree with it or not, unfortunately, environmentalists are underestimated for their recklessness when it comes to means and consequences. The texts included are brief and short, spaced in a way to allow the images to speak for themselves. Lacking of precise technicalities which often result in poor and distracting presentations, these tales will not only position the reader in time and space, but will also stimulate the growth of a natural emotion between the reader and the objects: the LOVETREES.

Planning
Paperback cover
140 pages organized and distributed in the following way:
1. Introduction
2. Preface
3. 120 photographs distributed among the same number of pages and divided in 5 sets
4. 5 texts, 1 between each set of photographs
5. Authors: presentation of developed work and brief biography
Design
Photographs placed on a black background, written text in white also with a black background.

A Paisagem / The Landscape










As árvores / The Trees









Gravei em ti o nome.
Não sei quantos anos passaram. Muitos.
Nem sei, ao certo, o que escrevi, se o nome próprio sem apelido, se vice-versa, ambas, sei lá.
Em tua casca, provavelmente, uma caligrafia perdida. Mudei de letra quantas vezes mudei de vida. Mudei-me à imagem de outros até descobrir que, amor de mim, não tinha. Só depois desse me amou alguém. E eu... também. Um amor que me adiou a velhice, feito de gargalhadas e arrepios, calores e frios nos olhos e decisões aos molhos que me pareceram promissoras, na hora.
Nao agora. Que me resta um arrepio na memória do tacto. Este estar triste inacto que, só então, é esboço de sorriso. Cheiro de hálitos quentes, som de gemidos clementes de "não pares" e "pára". E todos os dias, num outro leito. Adormeço com o quente aroma do teu cabelo. E acordo na certeza que o meu destino é vê-lo. Um dia...

...em desalinho no meu peito. Enquanto não, procuro-te a ti. No início, sem sucesso. Marco o trajecto para o regresso. Densa floresta, jardim. NÃO! E lá estás. Envelheces-te. Mas continuas bela. Abraço-te. Mas já não te abarco. Guardo na roupa esta mancha de resina que me deste. E leio-me fundo no teu tronco agreste. E decido que é a ti que amo. A mais ninguém.

Texto Nuno Miguel Dias
Fotografias Zito Colaço

...e mais árvores - As do amor / ...and more trees. Love Trees






Corre-me por dentro a seiva dos dias. Centenas de anos de altivez estática. O Mundo passou-me por fora, a vento de mar batido em rajadas de amor. Amor por mim. Amor. Esse que eu sou, que tenho, que ofereço a cada sombra. Cresci lentamente, como se quisesse eternizar cada movimento num momento que ninguém encontra. Manso, como a leve brisa que sobe a arriba e traz as gaivotas mais perto, longe de tudo o que é efémero. Persistente, a minha presença é um marco de força maior. Gigante, maior que o homem. Que tem poder sobre mim. Ou julga que sim. Porque eu serei sempre paraplégico aos olhos, mas a vida é maior quando se agita com o que não se vê. Amor, esse Amor Maior... é isto.

Texto Nuno Miguel Dias
Fotografias Zito Colaço

E as misteriosas.../ And mysterious trees...





ZITO COLAÇO (zitocolaco@gmail.com)

BIOGRAFIA

Zito Colaço, como é conhecido profissionalmente, nasceu, afinal, Luis Alexandre dos Santos Colaço, em Almada de 77. Cedo percebeu que mexia com fotografia e era a fotografia que mais mexia consigo. Por altura do serviço militar obrigatório trocava, à socapa, a limpeza da G3 pela clássica Canon AE1 e produziu, na semana de campo, um dos seus primeiros trabalhos. Em 95 foi instruendo no Instituto Português de Fotografia e, logo nos três anos que se seguiram, publicou no Correio da Manhã, Diário de Notícias, Forum Ambiente, Super Foto Práctica e exerceu, para além disso, a função de editor do suplemento Gentes e Locais da Revista Lusophia. Com onze anos de Carteira Profissional de Jornalista como repórter-fotográfico, trabalha desde 1999 no Grupo Impala e publicou trabalhos na National Geographic - Portugal, Jornal de Notícias, Time Out. Natura Hoy (Espanha), Díario Digital, Focus, Ego, A Próxima Viagem, entre outras.
Foi o criador do projecto Bilma -Agência de Comunicação da Natureza, Ao Pé do Mundo - Grupo de Caminhadas e Passeios Pedestres e Love Trees Project - Sensibilização e Conservação da Natureza.

BIOGRAPHY

Zito Colaço, as he is known professionally, was born in Almada, Portugal, in 1977 as Luís Alexandre dos Santos Colaço. In his early years he discovered the art of photography. During the mandatory, at the time, military service he would put aside his G3 weapon and, instead, used his classical Cannon AE1.It was while he was still on the field that he produced one of his first projects as a photographer. In 1995 he attended the Portuguese Institute of Photography and during the following three years his pictures were published in national newspapers and magazines such as Correio da Manhã, Forum Ambiente and Super Foto Prática and also performed editor functions in Gentes e Locais da Lusophia. Eleven years as a licensed photographic reporter, he has been working since 1999 in the Impala group for a lack of magasines: Focus, Ego, A Próxima Viagem, Vip, Nova Gente, TV7 Dias, Ana, Maria Nova Gente Decoração , Boa Forma, Crescer , Quattroruote, 100% Jovem and Mulher Moderna , approaching and working on an enormous variety of themes and situations.
He created project Bilma, which continues to grow and expand successfully among the areas in its scope: www.bilma.biz (Photography, Communication, Web and Design), Bilma Images (image bank), Bilma Safari (nature turism), Bilma - Mundo e Natureza (nature photography), Bilma Camp (interpretive nature center), Ao Pé do Mundo (a nonprofit organization for hiking activities). Zito Colaço is also working on the Arriba Fossil Natural Park, a project to transform one of Portugal´s protected areas into a natural park.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Guião e Sinopse da Cutra-Metragem LoveTrees

Love Trees

Sinopse

Uma dor surda cresce na sombra. Lisboa já não é a cidade da luz diáfana, mas um labirinto trevoso sem ponto de fuga. A cidade, símbolo de progresso e civilização na tradição clássica,  não passa hoje de um presídio de almas à deriva sujeitas à lei de Darwin, ao princípio sacrossanto de que só o mais forte sobreviverá. Uma náusea fria e cinzenta tolda os sentidos e depressa a confusão cognitiva e o vazio emocional tornam-se o cimento de um pânico crónico. Cimento real e metafórico que aprisiona corpo e espírito num colete de forças psíquico. Mas talvez haja um caminho de regresso à terra pura da liberdade. E para fazer o caminho é preciso atravessar uma ponte, onde as dúvidas e os medos acenam com os velhos fantasmas. Mas do outro lado da ponte, ultrapassando a vertigem do abismo, fechando os olhos e respirando fundo,  abre-se um novo horizonte e insinua-se um sentido, tão fresco como uma manhã de Primavera. Na Mata dos Medos, pulmão verde da margem sul do Tejo, onde as árvores são seres vivos e pulsantes (ao contrário dos espectros fantasmagóricos que habitam a cidade) dá-se o reencontro com Gaia, a grande Mãe. E com Eros, a pulsão primordial, e sexual, vivificante na presença misteriosa de uma mulher enigmática..Afinal, a cidade podia ter tentado matar Deus e esvaziar os céus e a terra de sentido (Nietzsche dixit), mas o Amor não é facilmente aniquilável. E no regresso ao seio materno da natureza,  o Amor faz-se anunciar de novo. Só que, enquanto o Amor de Gaia, a Mata dos Medos, é estabilizador e aconchegante, o Amor de Eros, o misterioso vulto feminino,  é imprevisível nos seus desígnios.E da mesma forma com que se faz anunciar sem aviso prévio, também pode eclipsar-se como uma miragem etérea que joga às escondidas com a volatilidade do desejo humano.

Guião

01 - EXT - SONHO  PRAIA    - DIA             

Durante um calmo, tranquilo e luminoso passeio à beira-mar,  a atenção detém-se numa onda que traz uma garrafa transparente. No interior da garrafa há uma mensagem escrita à mão: “Consegues ouvir-me?”.  Uma voz feminina e longínqua começa a cantar. Olhando em todas as direcções, na tentativa de apurar a origem da voz, de repente a atenção detém-se num vulto. Ao longe, uma mulher quase desnudada, apenas coberta com um manto branco e translúcido, banha-se sensualmente no mar enquanto canta. No entanto, a visão e a voz cristalina são abruptamente interrompidas.

CORTA

02 - INT -AUTOMÓVEL NA PONTE 25 DE ABRIL - DIA

O sonho é interrompido pela buzinadela irritante de um condutor mais impaciente. Uma floresta de automóveis cresce como cogumelos no acesso à ponte. O automóvel desliza mais uns metros ao som das playlists dos automobilistas. Da direita vem um riff de guitarra eléctrica. Da esquerda, a voz de uma cantora pop. O automóvel chega enfim à “alfândega” que monitoriza a entrada na cidade. Porque é preciso pagar para entrar na cidade.

Fade in a negro

03 - INSERÇÃO DE TEXTO

Texto: Não há almoços grátis. Muito menos pequenos-almoços com vista para o rio.

CORTA

04 - EXT - PONTE 25 DE ABRIL       DIA

Um resto de donut é atirado para o banco ao lado do condutor. Uma névoa cinza estende o seu manto sobre Lisboa. Matizes de céu cinzento  que fazem adivinhar uma estranha negritude sobre a cidade. O som dos veículos que cruzam a ponte é metálico. Também feitos de metal parecem os condutores sonâmbulos que se dirigem para a cidade como robots pré-programados. Lá em baixo, as ruas e avenidas de Lisboa assemelham-se a veias congestionadas e os seres humanos, na sua trajectória pré-definida, não se distinguem de formigas que obedecem cegamente a ordens superiores, enfileirados numa rotina matemática e orfã de qualquer vestígio de criatividade.

Fade in

CORTA

05 - INSERÇÃO DE TEXTO

Texto: A normose é a doença da normalidade. A normalidade é  a lei da sobrevivência.

CORTA

06 - EXT - AVENIDA DE LISBOA - EDIFÍCIO SEDE DA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS - DIA

Um céu negro cinza vigia a cidade. A cidade expressa a sua força através de edifícios imponentes (sede da Caixa Geral de Depósitos). O dinheiro é o sangue e a força omnipresente que domina a cidade. É preciso pagar para viver na cidade. Por isso, joga-se mais um dia de sobrevivência nas slotmachine’s da EMEL. Enquanto é efectuado o pagamento para permanecer na cidade, corpos apressados, enfiados em camisas de força, fato e gravata para eles, e tailleurs para elas, sobem e descem as ruas num redemoinho incessante.

CORTA
07 - EXT - ESTAÇÃO DE METRO LISBOA - DIA

O céu continua cinza. É preciso descer às catacumbas da cidade. A estação de metro é o coração oculto da cidade. É preciso pagar de novo para viajar no submundo da cidade. As pessoas não caminham, correm. E aceleram o passo, insensíveis a tudo aquilo que se desvie, e as desvie, da sua rota. Por isso, mendigos, músicos, artistas de rua são obstáculos ao seu trânsito obstinado.

CORTA

08 - INT - CARRUAGEM DE METRO - DIA

Rostos anónimos coabitam o espaço exíguo da carruagem. Apesar da proximidade dos corpos, que quase se acotovelam, é preciso manter uma distância interior de segurança. Cada ser humano manté-se no seu transe hipnótico, seja através de uns headphones, da leitura do jornal ou de um livro ou apenas da concentração de um olhar vítreo perdido na janela da carruagem.

CORTA

09 - EXT - SAÍDA DO METRO RESTAURADORES - JUNTO À LOJA DO CIDADÃO - DIA

Uma chusma de pessoas é depositada na rua como se tivesse sido projectada por um sopro invisível. Cuspidas pela boca voraz da saída do metro. A vertigem adensa-se à medida que o céu escurece. As pessoas correm de novo, desfocadas de si próprias, mas focadas no trajecto pré-programado que as orienta como robots obedientes.

CORTA

10 - INT LOJA DO CIDADÃO - DIA

Há senhas para tudo. Num ecrã as pessoas são transformadas em números de contabilidade. Tudo são números, seja no levantamento a partir de uma caixa multibanco, seja nas facturas para pagar ou no tempo de espera para ser atendido. O desfile de números é interrompido por uma mensagem de telemóvel: “Não atendes o telemóvel pa? Tens trabalho hoje...15h Festa VIP de Angariação de Fundos contra a Pobreza...Caga na pobreza e vê mas é se arranjas alguma história”. É preciso esquecer a pobreza realmente porque ela está em toda a parte. Imigrantes que tentam comprar o direito à cidadania numa loja de conveniência. Cidadãos cada vez mais empobrecidos com a torrente de contas para pagar. Ou...

CORTA

11- EXT LOJA DO CIDADÃO - DIA


…Os pedintes que se acumulam à porta da loja, mas que já não têm direito sequer ao estatuto de cidadãos. A naúsea e a vertigem avolumam-se. Os passos no passeio público parecem desconectados. Os sons da cidade amplificam-se como rugidos de leões na selva. Por entre a cacofonia, um outro som faz-se anunciar...

Fade in a negro

CORTA

12 - EXT SONHO NA FLORESTA -DIA

Caminhando na mata, por entre a luminosidade que desce serpenteando as copas das árvores, há um canto de voz feminina. Por entre a harmoniosa melodia, uma voz interroga: “Consegues ouvir-me? Eu sei que não me consegues ver...”

CORTA

13 - INT FESTA DE VIP’s - DIA

O sonho é interrompido por uma voz feminina, bem menos agradável do que aquela que habitava o mundo onírico: “Viste? Viste? Apanha a gaja...” A festa tem personagens de segunda e primeira categorias. E aos de primeira é preciso capturá-los como presas. A arma é a objectiva da câmara. Flashs de luz artificial inundam a sala. Todos querem ter um lugar ao sol na passadeira da fama. E pouco importa que a luz que procuram sejam artificial.

CORTA

fade in a negro

14 - INSERÇÃO DE TEXTO

Texto: À mulher de César, Não basta ser. Nem parecer. É preciso aparecer.

CORTA

15 - INT FESTA DE VIP´S - DIA

Mulheres de todos os tipos, feitios e gostos insinuam-se diante da câmara. Vestem-se para seduzir, mas já não lhes resta pingo de sedução. Porque já não são mulheres, são figuras espectrais que repetem gestos e palavras mecânicos. A abundância de comida nas mesas disfarça o vazio que explode no interior. Alimenta-se o estômago, mas a alma continua sem chama. A vertigem e a náusea aumentam. É preciso lavar a cara na casa-de-banho para manter a lucidez. E correr dali para fora. Correr para qualquer lado. Não importa para onde...

CORTA

16 - EXT FESTA VIP’S - FIM DE TARDE

Correr, correr, correr. O carro está já ali...

CORTA

17 - INT AUTOMÓVEL NAS RUAS DE LISBOA - FIM DE TARDE

Prego a fundo no acelerador. A cidade assemelha-se a um labirinto sem saída.

CORTA

18 - INT AUTOMÓVEL ENTRADA NA PONTE 25 DE ABRIL - NOITE

Um turbilhão de sons, imagens e pensamentos.

19 - FLASBACK

Flashback de imagens de pedintes na rua e no metro, das pessoas nas ruas como robots sem livre arbítrio e das mulheres sequiosas na festa de VIP’s.

CORTA

20 - INT AUTOMÓVEL - NOITE

A meio da ponte, o turbilhão transforma-se numa explosão vertiginosa. Lá em em baixo o rio parece ameaçador e as estruturas da ponte podem desmoronar-se a qualquer momento. É preciso fechar os olhos. É preciso esquecer. É preciso fingir que a morte não está mesmo ali.

CORTA

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21 - NEGRITUDE ABSOLUTA

O som dos automóveis na ponte é ensurdecedor. O rodado dos automóveis no pavimento metálico da ponte é uma espiral agonizante. Os olhos permanecem fechados. As trevas prevalecem. E, na mais profunda negritude, a mesma voz feminina volta a ecoar: “Consegues ouvir-me? Não te consigo ver”.

CORTA

22 - INT AUTOMÓVEL PONTE 25 DE ABRIL - NOITE

De repente, os olhos abrem-se mesmo a tempo de uma travagem busca que evita o choque contra o carro da frente. O coração quer saltar do corpo. Nesse momento, uma claridade misteriosa, um flash de luz invade todos os sentidos.

CORTA

23 - SONHO NA MATA DOS MEDOS - NOITE

Silêncio profundo quebrado apenas pelo restolhar das folhas. Um vulto passa por entre as árvores como um fantasma. O passo é acelerado para tentar identificar a misteriosa presença. O vulto passa novamente diante do trilho mas desaparece com a mesma velocidade com que apareceu. A respiração começa a ficar cada vez mais ofegante e o passo acelerado dá lugar a uma correria desenfreada no escuro da mata. De repente, um pé em falso e uma queda no abismo...

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CORTA

24 - INSERÇÃO DE TEXTO

Texto: É preciso descer ao inferno para sentir a atracção do Alto.

25 - INT AUTOMÓVEL MATA DOS MEDOS - DIA (MADRUGADA)

O sonho é interrompido pela buzina do carro. O corpo cansado havia adormecido sobre o volante. É tempo de despertar. O dia nasce lá fora. Tudo não passou de um sonho?

CORTA

26 - EXT MATA DOS MEDOS - DIA (MADRUGADA)

A porta do carro é aberta e à espera o som de maresia longínquo e o primeiro chilrear dos pássaros. A luz é inacreditavelmente transparente e magnética. Tudo está inacreditavelmente vivo e pulsante. A floresta respira vida por todos os poros. E as árvores não são simplesmente árvores.  São seres vivos...

SEQUÊNCIIA DE PLANOS DE ÁRVORES - Nota: Aqui a ideia é jogar com as árvores - personagens do livro Love Trees. À medida que o protagonista caminha, vai-se deparando e deixando enfeitiçar por cada uma das árvores.

27 -  EXT MATA DOS MEDOS - DIA

Árvore 1 -

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28 -  EXT MATA DOS MEDOS - DIA

Árvore 2 -

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29 -  EXT MATA DOS MEDOS -  DIA

Árvore 3

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30 -  EXT MATA DOS MEDOS - DIA

Árvore 4.

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31 - INSERÇÃO DE TEXTO

Texto: A Mãe espera sempre pelo regresso do filho.

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32 - EXT - MATA DOS MEDOS - DIA

Em êxtase, há uma profunda comunhão com a Mãe, Gaia. A mata e as árvores fornecem o aconchego há muito esperado. Uma voz doce, suave e feminina acompanha o transe místico. Mas a mata encerra outros mistérios. O estado de fusão profunda com a floresta é interrompido por uma visão inesperada. Uma mulher desnudada dança entre as árvores...

CORTA

CORTA

33 - EXT MATA DOS MEDOS - DIA

Quem é aquela mulher? Que visão é esta? O coração parece saltar de novo do corpo e a respiração fica ofegante. É preciso ir até lá. O passo é acelerado rumo à visão. Mas a mulher escapa-se ainda mais rapidamente. Na clareira onde a mulher dançava já não há qualquer vestígio daquela presença divina e erótica. O desespero começa a instalar-se quando a mulher aparece de novo rodopiando de novo num bailado incessante num ponto mais afastado da mata. E a doce melodia regressa também ao seio da floresta.

CORTA

34 - EXT MATA DOS MEDOS - DIA

É preciso correr, nada existe mais urgente do que conseguir chegar perto daquela mulher....Mas novamente uma corrida de fundo em vão. A visão eclipsa-se de novo. A mulher dançava junto da árvore do amor (aqui a ideia é escolher um dos locais e árvores mais emblemáticos e que simbolize o amor erótico). No chão, há um manuscrito num papiro de outra época, ou melhor, de um tempo sem tempo: “Agora já sei que me consegues ver”

CORTA

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35 - INSERÇÃO DE TEXTO

Texto: Ying está em todo o lado e em lugar nenhum, mas se é difícil encontrá-la, mais difícil é domá-la...

CORTA

36 - INSERÇÃO DO TÍTULO DO FILME : LOVE TREES

CORTA


37 - EXT MATA DOS MEDOS - DIA

Com o manuscrito na mão, reina o silêncio na floresta. A mulher partiu, mas deixou um sinal...Por agora, resta o conforto da Mãe.

CORTA

38 - INSERÇÃO DE TEXTO

Texto: “Sabes bem que por Amor tudo se move”, Luis de Camões

CORTA

39 - GENÉRICO e CRÉDITOS