segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

"CAPRITTUS" - Instalação e Fotografias Zito Colaço






 

O Cabrito 


Povoaste a paisagem grega, guardas um timbre clássico algo de conciso

Ágil e jovem — quem negaria? — basta ver-te sobre os abismos

sem receio ou vertigem, como a vida.


José Paulo Moreira da Fonseca



 "CAPRITTUS"

Instalação e Fotografias Zito Colaço
2025

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

O Caminho das Oliveiras Milenares da Horta da Moura











HORTA DA MOURA

Deixe-se seduzir

Deixe-se seduzir pelos horizontes largos do Alentejo Interior, onde a tranquilidade da paisagem se funde com o Alqueva.

Num cenário de beleza serena, entre oliveiras milenares, caminhos de sombra e recantos que convidam à contemplação, a Horta da Moura revela-se como um refúgio autêntico.

Aqui, o tempo abranda e os sentidos despertam.

Venha descobrir, saborear e ficar.

E verá como será sempre fácil voltar.

https://www.hortadamoura.com/


 Fotografias Zito Colaço

2014

sábado, 1 de novembro de 2025

A Serpente e a Figueira dos Amores

Figueira dos Amores

Eleita Árvore Portuguesa do Ano 2025, a Figueira dos Amores é uma das exóticas gigantes que se ergue no Jardim da Quinta das Lágrimas, em Coimbra. A sua história terá começado em meados do século XIX, a partir de uma semente vinda da Austrália, um dos países de onde a espécie Ficus macrophylla é nativa.

A história da Quinta das Lágrimas começa muito antes da Figueira dos Amores ter sido plantada. Remonta ao século XIV e o documento mais antigo que se conhece sobre ela data de 1326.

Foi nesse ano que a Rainha Santa Isabel, mulher de D. Dinis, mandou criar um canal para encaminhar a água de duas nascentes para o Convento de Santa Clara. Ao local de onde água brotava deste canal, chamaram depois “Fonte dos Amores”. Conta-se que este nome lhe foi dado por ser junto a esta fonte que o infante D. Pedro e Inês de Castro (aia da mulher do infante, D. Constança) se encontravam secretamente, consolidando um amor proibido que levou, mais tarde, ao assassinato de Inês.


Ao longo dos séculos, os jardins da Quinta das Lágrimas foram-se ampliando e acolhendo novas espécies. Por exemplo, em 1813, o Duque de Wellington, que ajudara Portugal a travar o avanço das tropas de Napoleão, visitou a quinta e, para assinalar o momento, foram plantadas duas sequoias.

Em meados do mesmo século, o filho do dono da Quinta, Miguel Osório Cabral de Castro, mandou construir um “jardim romântico”, com lagos e árvores exóticas e raras, que o microclima húmido desta zona fez prosperar. Mais tarde, o sobrinho D. Duarte de Alarcão Velasquez Sarmento Osório, mandou construir junto à saída de água mandada fazer pela Rainha Santa Isabel uma porta em arco e uma janela neogóticas.

Terá sido por meados do século XIX, numa troca de sementes com o Jardim Botânico de Sidney, na Austrália, que a Figueira dos Amores teve a sua origem, crescendo próxima da Fonte dos Amores e não longe da porta e janela neogóticas.

Muitas outras espécies vindas das mais variadas partes do mundo fazem-lhe companhia no Jardim da Quinta das Lágrimas.

Algumas gigantes ultrapassam-na em altura, como acontece com várias espécies de Araucaria, incluindo uma também australiana – a Araucaria bidwillii, e uma Sequoia sempervirens. Outras, embora menos imponentes em dimensão, impressionam pela beleza da sua floração e pelas nuances de cor que as suas folhas imprimem à paisagem nas diferentes estações do ano. É o caso da Árvore-de-Júpiter (Lagerstroemia indica), do Ginkgo biloba, da magnólia-japonesa (Magnolia x soulangiana) ou do tulipeiro-da-Virgínia (Liriodendron tulipifera).


 A Figueira dos Amores foi eleita como Árvore do Ano 2025, no Concurso realizado em Portugal, com 2713 votos. A candidatura foi feita pela Fundação Inês de Castro. No concurso europeu “Tree of the Year 2025” arrecadou o segundo lugar.

Fotografias Zito Colaço

Árvores do Amor - As Árvores Misteriosas de Portugal

2012

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Oliveira do Mouchão: a árvore mais antiga de Portugal


Oliveira do Mouchão: a árvore mais antiga de Portugal

  A oliveira mais velha de Portugal é a Oliveira do Mouchão, localizada nas proximidades de Mouriscas, Abrantes, com cerca de 3.350 anos. A sua idade foi certificada pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) utilizando um método científico para estimar a idade da árvore. Apesar da sua idade avançada, a árvore continua a produzir azeitonas e é um símbolo cultural da região. 





Nome: Oliveira do Mouchão

Idade: Aproximadamente 3.350 anos

Localização: Perto da vila de Mouriscas, no concelho de Abrantes

Certificação: A idade foi certificada pela UTAD

Características: Tem mais de três metros de altura e um perímetro de tronco de cerca de 6,5 metros.
Status: Classificada como Arvoredo de Interesse Público e Árvore Monumental de Portugal.


Fotografias Zito Colaço

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

"Se esta rua fosse minha"...

 
Se esta rua fosse minha

Eu mandava a ladrilhar

Com pedrinhas de brilhantes

Para o meu amor passar

Nesta rua tem um bosque

Que se chama solidão

Dentro dele mora um anjo

Que roubou meu coração

Se eu roubei teu coração

É porque te quero bem

Se eu roubei teu coração

É porque

Tu roubaste o meu também





A versão original de "Se essa rua fosse minha" não tem um autor conhecido, sendo uma cantiga popular de origem incerta, possivelmente do século XIX em Portugal, que se espalhou pelo Brasil. 
No entanto, a melodia foi popularizada e adaptada por compositores como Heitor Villa-Lobos, que a usou em "Cirandinhas" em 1926. 

Posteriormente, Mário Lago e Roberto Martins criaram uma versão em samba-canção nos anos 30.



Instalações e Fotografias de Zito Colaço

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Zito Colaço, na Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos da Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica, com as Árvores do Amor - 20 anos


ÁRVORES DO AMOR

Grandes, pequenas, formosas, circunspectas, imponentes ou frágeis. Dão, sem pedir nada. E são, simplesmente. Respiram, respiram-nos e fazem respirar. Amam, amam-nos e fazem-nos amar. Conta-se que um jovem cavaleiro cansado de travar batalhas infindáveis e de desfecho previsível refugiava-se na floresta. As árvores ouviam-no pacientemente e um dia decidiram falar-lhe. Amai-vos uns aos Outros Como Nós Vos Amamos. Tomado de assalto pela revelação, o cavaleiro decidiu ali mesmo abandonar a carreira militar e dedicar-se a uma vida nova de aprendizagem com aquelas árvores sagradas. Estamos certos de que todos teremos muito a aprender com o mistério das Árvores do Amor. A nossa mensagem também é simples. Amar-vores uns aos Outros Como Elas vos Amam. Parece fácil. E é.











 Zito Colaço, na Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos da 
Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica, com as Árvores do Amor.
20 anos