sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Praia Selvagem do "Pautorto", Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica, Almada-Sesimbra, Portugal.

Praia Selvagem do "Pautorto"

A praia selvagem do "Pautorto" localiza-se entre a Praia da Boca Velha da Lagoa de Albufeira e a Praia do Galherão, na Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica.
Esta praia é selvagem, como tal não tem qualquer tipo de vigilância, cuidado.
O mar nesta praia é muito bravo, por isso recomenda-se que visite a mesma na maré vazia, caso queria dar um belo mergulho neste nosso grandioso oceano, claro.
Por ser selvagem existe igualmente alguma vida animal, poderá cruzar-se com gaivotas juvenis a dormitar nas dunas, Medusas, Pulgas-do-mar, Aranhas, grandes cardumes de peixe na água, provavelmente de Sardinhas e até, quem sabe, vislumbrar alguns Golfinhos no horizonte.

Para chegar é que é um pouco mais difícil...

Poderá fazê-lo a pé através da Área Protegida, a partir da Fonte da Telha, mais ou menos à distância de 4 kms ou então ir pela Lagoa de Albufeira, um pouco menos difícil.
Caso queira ir de carro, terá de entrar na Herdade da Apostiça, uma propriedade privada de produção florestal, e seguir no caminho de acesso público até à Lagoa de Albufeira margem norte.
Ainda assim, terá sempre de fazer uma pequena caminhada pela Mata Atlântica até à praia.

Praia do "Pautorto"?

Como sabem todas as grandes marés trazem, infelizmente, objectos estranhos até à costa e este ano, além de trazer montes de plástico como habitual, o mar também devolveu este belo tronco de árvore, vindo quem sabe de um outro continente.
Como tenho grande carinho pelas árvores, arrastei o tronco da beira-mar até à duna e enterrei-o na areia, e assim, para mim, aquela passou a ser a Praia do Pautorto.

O Lixo!
Aproveitei e fiz uma caravela... A caravela do lixo.
E agora?! Terei de recrutar por aí uns bons voluntários para ir buscar todo aquele material.
Voluntários?

Boa caminhada, boa praia, grandes mergulhos.
Zito



Já me esquecia...

#WESTCOASTPORTUGAL
É um novo projecto sobre a costa portuguesa que comecei agora a desenvolver a partir do meu arquivo.

Obrigado












 

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

À descoberta da Serra do Caldeirão - # dia 7 Via Algarviana







A emblemática Via Algarviana é uma Grande Rota pedestre (GR13) que o leva a conhecer a serra algarvia e um Algarve rural. 

Ligando o Cabo de São Vicente e Alcoutim, a Via Algarviana atravessa a região de um extremo ao outro, sobrepondo um antigo trilho religioso que os peregrinos percorriam até ao Promontório de Sagres, local emblemático que se tornou muito importante durante a época dos Descobrimentos, pela sua localização. 

A Via Algarviana, marcada no terreno com sinalética e painéis interpretativos, permite percorrer cerca de 300 kms, divididos em 14 setores, entre os quais pode encontrar pequenas localidades com serviços de apoio, restaurantes e alojamento. Consoante o seu ritmo e os seus interesses, poderá optar por fazer apenas alguns troços do percurso. 

Este passeio pela natureza tem início em Alcoutim, junto ao Rio Guadiana e passa pela Serra do Caldeirão, uma zona conhecida pela produção de cortiça. Neste percurso, vale a pena visitar as aldeias tradicionais de Salir, Benafim e Alte. Depois de São Bartolomeu de Messines, a meio do percurso, o trilho acompanha a Ribeira do Arade, num troço de grande interesse paisagístico. Antes de chegar à Serra de Monchique e apreciar a vista da Picota e da Foia, os pontos mais elevados da região algarvia, Silves merece uma visita demorada. O caminho continua pelas pequenas localidades de Marmelete, Bensafrim e Barão de São João, passando por uma floresta de pinheiro-manso. A maresia que se sente anuncia o final da Via Algarviana no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, ponto de partida para novas aventuras a pé. 

Tem disponível informação detalhada sobre os percursos nos guias e mapas. Não deixe de consultar os Programas das Empresas para esta Rota e os Serviços de apoio que poderá encontrar ao longo do seu caminho.

Ilha Deserta, Faro, Portugal.


ilha da Barreta, também conhecida por ilha Deserta, é uma ilha-barreira situada na Ria Formosa, e é o território mais a sul de Portugal Continental (o ponto mais meridional de Portugal fica nas Ilhas Selvagens, na Região Autónoma da Madeira). A ilha é desabitada e é essencialmente uma reserva natural, além de possuir uma longa praia de areia, a praia da Barreta, pouco frequentada. Situa-se a sudoeste da ilha da Culatra e a sudeste da península designada como ilha de Faro.

Pode ser acedida de barco, existindo uma carreira comercial a partir de Faro durante todo o ano.

É nesta ilha que se encontra o ponto mais meridional de Portugal Continental, o Cabo de Santa Maria, que não é um promontório rochoso mas apenas uma curva no areal da praia.

Parte da ilha encontra-se legalizada como local de prática de naturismo.












Fotografias Zito Colaço

domingo, 9 de agosto de 2020

Estrada Nacional 2 km 666 Almodôvar, Portugal.





 Estrada Nacional 2 km 666, Almodôvar, Portugal.

A EN 2 ou N2 ou Estrada Nacional 2, é uma estrada nacional que integra a rede nacional de estradas de Portugal. Atualmente, a N2 consiste de 5 troços separados entre si: Santa Marta de Penaguião–Peso da Régua, Góis –Portela do Vento, Sertã – Abrantes, Ervidel –Aljustrel e Castro Verde–Faro.

EN 2 ou N2 ou Estrada Nacional 2, é uma estrada nacional que integra a rede nacional de estradas de Portugal. Atualmente, a N2 consiste de 5 troços separados entre si: Santa Marta de PenaguiãoPeso da Régua, Góis –Portela do Vento , Sertã Abrantes  Aljustrel e Castro VerdeFaro.

A N2 foi criada pelo Plano Rodoviário Nacional de 1945 com o objetivo de ligar Chaves a Faro. Grande parte da N2 resultou da renumeração de estradas já existentes, mas alguns troços foram construídos nas décadas seguintes. Com um comprimento de 739,260 km, a N2 era então a mais longa estrada do Estado, atravessando Portugal continental de norte a sul, "cortando" o país ao meio entre o este o oeste e cruzando 11 dos 18 distritos. No entanto, se em Trás-os-Montes e no distrito de Viseu a N2 cruzava capitais de distrito (Vila Real e Viseu) e cidades de média dimensão (Chaves e Lamego), a sul dessas regiões (i.e. aproximadamente nos restantes 500 km), a estrada desenvolvia-se longe de qualquer cidade principal até perto do seu fim em Faro. A N2 nunca teve um tráfego autónomo que justificasse a sua importância no Plano de 1945 e a longa Estrada Nacional acabou por se tornar numa coleção sequencial de troços regionais.[2] O falhanço da N2 neste aspeto provou que a principal ligação entre as regiões do norte e do sul de Portugal deveria sempre cruzar a área metropolitana de Lisboa (como hoje acontece com o IP1 e o IC1).[2] Os Planos Rodoviários Nacionais de 1985 e de 2000 modificaram profundamente a classificação da rede de estradas portuguesas. Com efeito, em Trás-os-Montes e no distrito de Viseu, esses documentos criaram a estrada rápida IP3, que segue paralela à N2. No entanto, a sul destas duas regiões, praticamente nenhuma estrada principal segue o eixo da antiga N2. Com efeito, atualmente, quase todos os troços da N2 foram desclassificados para estradas regionais (R2) ou municipais (M2) e só cerca de 180 km foram mantidos como estrada nacional, num total de cinco troços.

No século XXI tem havido uma revitalização da antiga N2 para fins turísticos. Em 2003 o troço entre Almodôvar e São Brás de Alportel foi renovado e classificado como Estrada Património. Em 2016, foi criada a Associação de Municípios da Rota da Estrada Nacional 2, que engloba os 33 municípios que eram atravessados pela N2 no seu traçado original, e que tem como objetivo dinamizar o turismo ao longo deste itinerário. Devido à sua extensão, a N2 atravessa paisagens bastante variadas, no contexto de Portugal. Com efeito, esta estrada tem sido muitas vezes comparada (embora a uma escala muito menor) à Ruta 40 (Argentina) ou à Route 66 (E.U.A.).