quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Tesouros Esquecidos - Aldeia de Broas, Penedo do Lexim, Mata Pequena e Cheleiros


Tesouros Esquecidos - Aldeia de Broas, Penedo do Lexim, Mata Pequena e Cheleiros Lugares coloridos por memórias: é onde começa a sensação da passagem por aldeias em ruinas e outras reerguidas das cinzas, pontes encantadas e penedos que nos falam em idiomas desconhecidos. Começava a caminhar dentro de nós a sede da descoberta, passo a passo, pelos bosques e árvores que nos convidavam a dançar. A melodia contida no freixo que nos saudou na aldeia de Broas, com vista estendida num manto verde e suave rumo a Cheleiros, inundou de tranquilidade o contorno frio das ruinas de casas antigas caídas no esquecimento, mas enraizadas em lembranças perfumadas por segredos de outros tempos. Colecionámos memórias felizes no Penedo de Lexim, pedra a pedra, construindo o perfil de seres especiais que ficaram gravados nos mapas da nossa história. Na Aldeia da Mata Pequena está desenhado a pincel a magia do renascimento, a beleza da insistência na vida, nas cores da realização dos sonhos, nos pormenores filhos de um Amor não passivo. Fruto do mesmo encanto está, em Cheleiros, a ponte antiga, que liga todos os caminhos difusos do Tempo, o tesouro dourado que brilha em cada margem do rio que nos atravessa por dentro. Memórias coloridas por lugares: é onde se guarda a sensação de existirem tesouros que se entregam a nós sem reservas, e permanecem na vibração dos momentos felizes, no panorama de cada lembrança.

Texto Ana Carina Sanches
Fotografias Zito Colaço

Aldeia de Broas



Penedo do Lexim





Aldeia da Mata Pequena






Cheleiros



segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Campo de Lapiás - Um verdadeiro Museu de Pedras encantadas


Campo de Lapiás - Um verdadeiro Museu de Pedras encantadas Pedras encantadas, guardadas religiosamente em salas privadas da Natureza. Cada uma com o seu feitiço, todas com o dom de filtrar tudo que não cabe dentro das poções mágicas dos livros de aventura. Vários perfis de seres únicos e especiais, a povoar a criatividade pura que nos alimenta, nesta visita a um reino improvisado e improvável na rota banal e cega do quotidiano. São salas de reunião, onde as pedras e as árvores fazem balanços dos sonhos e contam as estrelas de noite. Salas onde se entrelaçam raízes em espiral rumo ao céu para tocar o sol, enquanto as pedras as agarram e conduzem, com ternura, e nos convidam a participar na viagem de braços abertos. São altares onde vivem Deuses Antigos, e onde podemos escutar a voz do Universo a sussurrar-nos ao ouvido mensagens de força e de esperança.

Texto Ana Carina Sanches
Fotografias Zito Colaço












Cascata de Anços - Fonte de Prazer


Cascata de Anços- Fonte de Prazer Há tesouros completamente escondidos na profundidade das terras mais simples. A cascata de Anços é um coração que bate de forma discreta mas que pulsa tão intensamente que devora o silêncio penetrante do Rio Mourão, numa festa misteriosa da Natureza que nos convida apenas a estar e disfrutar da vida. Porque é tão fácil ser feliz. Fonte de prazer, o envolvimento energético é poderoso, arrepia a alma, e o som da água a mergulhar com toda a sua determinação no rio é como a gargalhada de uma criança pequena em êxtase. É impossível ficar indiferente, o espaço abraça-nos e o aperto é tão doce que não apetece largar mais.

Texto Ana Carina Sanches
Fotografias Zito Colaço









São Luís - a outra Serra da Arrábida


São Luís- a outra serra da arrábida

A manhã ainda era uma criança quando nos apresentámos ao caminho. A terra sorria-nos, entre troços enlameados de aventura e pedras disfarçadas de degraus numa subida ingreme rumo ao infinito. A marcha foi abençoada pelo sol, companheiro de viagem, que iluminou a Península de Setúbal, dourando os seus contornos e colando o azul do mar e do céu ao encantamento de um verde vivo que nos banhava o olhar em cada horizonte. O esforço da subida em fusão com o prazer da chegada, o cume da alegria de cada apontamento deste caminho, cada árvore que nos sorria, cada pedra que nos tocava, cada paisagem que nos era gentilmente oferecida no avançar persistente por este outro lado da Arrábida. Serras irmãs, companheiras e confidentes, páginas da mesma história com vista para o mar”.

Texto Ana Carina Sanches
Fotografias Zito Colaço









"Ninho-da-Águia" - No Coração da Serra de Sintra


"Ninho-da-Águia" - No Coração da Serra de Sintra

Há momentos de cortar a respiração, que se aninham na nossa alma como se fossemos renascer em cada voo que o olhar alcança. Lugares carregados de magia e esplendor, de asas graciosas que imprimem liberdade em cada sopro de vida selvagem. Este ninho, dádiva divina recheada da surpresa do encontro de quem acha o tesouro antes de receber o mapa da viagem para o procurar. Encantamento Puro. Amor em transparência, gratidão profunda a planar na eternidade de cada segundo.”

Texto Ana Carina Sanches
Fotografia Zito Colaço


 "E.T."

 "Águia-Jupiteriana" 
 "Árvore-ninho-da-águia"
 "O Urso"


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

LAND ART ZITO COLAÇO #1

 "Land Art", de Zito Colaço e Ana Carina Sanches

“Ano novo, vida nova. Ansiedade miudinha, pura, pela felicidade plena que todos procuram desmedidamente nas entrelinhas da vida quotidiana. A passagem para outro degrau na espiral rebelde do Tempo, semeia em cada um de nós aquela ponta de esperança perdida, reencontrada com a simplicidade de um encaixe improvável nas peças roubadas ao destino. E de repente, nasce da terra, convicto, o ser mais frágil. Porque a perfeição vem do amor das mãos que semeiam, e da transformação sempre possível, da perseverança e acima de tudo da capacidade de resiliência que desenvolve a criatividade de se ser, com mestria, aquilo que se é. Quando se planta com amor, a felicidade já é plena. Não é preciso o resultado final para estar tudo certo agora. E é agora que acontece a vida, em cada perfume a terra molhada, à raiz que se contorce na terra para encontrar o seu lugar ao sol, em cada lua que enaltece a floresta nas noites mais escuras e gélidas da alma. Plantar uma árvore no primeiro dia do ano guarda em si a semente da magia de tudo o que queremos ver crescer. Que venha o ano novo.”