terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Pitões das Júnias - Terra de pedras com almas antigas


Pitões das Júnias- Terra de pedras com almas antigas Terra de almas antigas, gravadas em cada pedra, em cada árvore, em cada passo. Arranca de nós a sensibilidade e a emoção pura, mistura as cores quentes do Outono nostálgico com o branco da neve que reluz num frio que nos desperta e provoca. Fala-nos línguas estrangeiras em códigos que só o coração pode entender. Oferece-nos caminhadas, mariolas, cascatas, bosques encantadores, e trilhos irrecusáveis numa acolhedora aldeia de olhares profundos, rodeado de outros destinos igualmente sedutores e prazerosos. Os pitões emergem das montanhas com uma atitude gloriosa, que nos emudece e nos convida a mergulhar naquele mar de pedras com almas antigas.

Texto Ana Carina Sanches
Fotografias Zito Colaço













Carvalhelhos - Fonte de inspiração


Carvalhelhos- fonte de inspiração Cantos da minha infância, onde guardo a magia e o amor pela Natureza. Cantinhos feitos de esplendor da cabeça aos pés, onde a alma pode descansar do ruído ferido da mente, e fazer uma pausa da loucura da realidade para um mundo alternativo de paz e serenidade. Casa onde reside a simplicidade, a água, fonte de vida e de inspiração, a transparência que nos mostra como a vida pode ser descomplicada. Silêncio e bosques, transmutação do antigo que já não nos serve para um mundo novo. Espelhos da minha essência, pequenos paraísos que fazem grandes os passos desta passagem pela vida. Na bagagem trouxemos a vibração da felicidade e a gratidão pelo sublime que é usufruir deste presente do Universo.

Texto Ana Carina Sanches
Fotografias Zito Colaço





segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A magia das Terras Barrosãs - Montalegre, Serra do Larouco, Olas de Santa Marinha e Sendim


A magia das Terras Barrosãs - Montalegre, Serra do Larouco, Olas de Santa Marinha e Sendim

Porque Barroso é isto. É festa, é neve, é frio, é vida. É calor humano e ousadia. É natureza crua e selvagem. É ponte arrebatadora para o que há de mais preciso em cada um de nós. É ligação, é laço, é atitude. É arrancar da vida tudo que queremos sentir até ao tutano. É exigir sem dramas. É saber ao certo aquilo que se quer. É gritar bem alto do cimo da montanha tudo o que nos gela e tudo o que nos derrete. É rendermo-nos ao que somos. É o sangue que pulsa dentro dos sonhos. É toque, é sedução, é determinação. É viver sem medo. É risco, é adrenalina e paixão cega. É entrega e loucura. É respirar felicidade por todos os poros da nossa pele.

Texto Ana Carina Sanches
Fotografia Zito Colaço


Serra do Larouco












Olas de Santa Marinha







Sendim


Montalegre - Sexta-feira 13



Montalegre – Sexta-feira 13 A sorte instala-se no Barroso, onde o Padre Fontes imprimiu nas sextas-feiras 13 a magia impar do misticismo associado à comunhão das gentes de Portugal inteiro e do mundo. Rodeados por bruxas, zombies e seres diabólicos, as fogueiras gigantes espalhadas pela cidade e as suas queimadas aqueciam os corpos dançantes numa noite que nos brindou com neve e gelo. Há uma energia indescritível na alegria desta festa organizada com tanto amor e empenho para se tornar inesquecível. Montalegre veste-se a rigor para este grande evento que finta o azar e vai queimar “o esconjuro”, limpando as nossas almas de todos os males, nas superstições e crenças populares que ajudam a colorir esta experiência sobrenatural, que se transforma à meia noite, com um imponente fogo de artificio sobre o castelo no topo da festividade .

Texto Ana Carina Sanches
Fotografia Zito Colaço








Aquae Flaviae (Chaves) - As fronteiras do Paraíso


Aquae Flaviae (Chaves) – As fronteiras do Paraíso
As Águas de Chaves estendem os seus braços para nos receber. Das termas ao imponente castelo que guarda a cidade, a terra sussurra-nos histórias bonitas ao ouvido. O Rio Tâmega traça-nos caminhos na água que espelha o céu e as árvores, num ambiente frio mas que aquece a alma. Da ponte romana ao colorido das casas que nos acolhem, Chaves oferece-nos um abraço terno que nos aperta em tons vivos, e nos convida a conhecer os seus limites, linhas de fundo de Portugal, terras da Raia, como Soutelinho, ou terras sagradas, como São Caetano. Aldeias transmontanas banhadas de história e de Natureza, com uma identidade delimitada pela alma rija de quem defende o Paraíso e resiste, imperiosamente, às rajadas duras do Tempo.

Texto Ana Carina Sanches
Fotografias Zito Colaço







São Caetano






Soutelinho da Raia





Mariolas - As pedras boas do caminho


Mariolas - As pedras boas do caminho

No mundo mágico do Gerês, as mariolas servem para orientar e mostrar o trilho aos pastores e caminhantes. Sobrepõem-se as pedras do caminho, umas sobre as outras, de forma a encontrar o equilíbrio. Usam-se as dificuldades para crescer, e tornar visível a beleza de cada percurso. As mariolas são miradouros na alma nos dias difíceis de percorrer, conduzem a intuição pelos passos certos, na incerteza de atingir os nossos objetivos. Reforçam a intenção e seguram a intensidade da caminhada. Fomos a Pitões das Júnias contruir a nossa mariola, e não nos perdermos da vontade de percorrer novos caminhos neste amor universal pela Natureza.
Que venham as próximas caminhadas!

Texto Ana Carina Sanches
Fotografia Zito Colaço


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