terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Mata Nacional da Machada e o Sapal do Rio Coina

Mata Nacional da Machada

É o principal espaço florestal do concelho do Barreiro, com uma área de 370 ha, sendo considerada o “pulmão da cidade”. Dispõe de diferentes equipamentos que valorizam a sua utilização pelos munícipes, como o Centro de Educação Ambiental, o campo arqueológico, dois parques de merendas e diversos fontanários. É um local privilegiado para atividades de desporto, recreio e lazer, frequentemente utilizado para caminhar, correr ou fazer o circuito de manutenção. A sugestão de percursos pedestres e BTT, devidamente sinalizados, permite explorar a Mata ao ritmo de cada um.

Apresenta como espécies arbóreas dominantes o pinheiro-bravo, o pinheiro-manso e o sobreiro. Também podemos encontrar espécies mediterrânicas como o carrasco, o medronheiro, a murta e as urzes. As diferentes formações vegetais e topografia existentes permitem que a Mata constitua um habitat para diversas espécies animais, de onde destacamos a avifauna, com a presença do chapim-azul, o abelharuco ou a águia-de-asa-redonda e pega-azul.

Neste espaço é possível encontrar o Centro de Educação Ambiental da Mata da Machada e Sapal do Coina.

 



























 Fotografias Zito Colaço

Pandemikku?! Bom ano para ti também...


 Fotografia Zito Colaço

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Pinhal da Lagoa ao Meco

















 Fotografias Zito Colaço

Espelho meu, Espelho meu...

Fotografia de Zito Colaço


ESPELHO MEU, ESPELHO MEU...

 

Olhando-me ao espelho, não me reconheço,
Tampouco sei e entendo, se tal foto mereço,
Procurando todos os ângulos e que possíveis,
Mesmo o de retro, ou outros menos credíveis.

 

Na medíocre conclusão de imagem, desisto
E olho, na contemplação do tempo, o tecto,
Assim ficando, como louco mirando o trem
E besta passeada por animais, que aí vem.

 

Talvez que, nalguma visão mais deformada,
Aviste a verdade, de outra tão deteriorada
E das piores aberrações alguma vez já vista,
A mais imperfeita aguarela, tela de artista.

 

Procuro, busco e rebusco e sem encontrar,
Com tudo à minha frente e sem enxergar,
Tal é o mísero estado da minha percepção
E em que não percebo a exposta condição.

 

Cego, é aquele que vendo nada quer ver
E não o outro, pois sem ver, no entender
Tudo vê, tanto que, provido da perfeição,
Utiliza o pensamento tacteante da razão.

 

O espelho é a obra-prima de quem busca
E de quem não se esconde no que ofusca,
De quem bebe na coragem e na vontade,
Semeando campos, caminhos da verdade...

 

E nunca se regala à mesa comendo frutos
Como seus, mas da transpiração de outros;
É essa alguma, visual ondulação distorcida,
Que longe deste meu corpo anda perdida...

Manuel Nunes Francisco

Olha por esta janela e vê as árvores mortas a dançarem para o mar.



Olha por esta janela e vê as árvores mortas a dançarem para o mar.



















Homenagem a todos os seres vivos que morreram no incêndio de Outubro, 
num pinhal entre a Lagoa de Albufeira e a Praia do Meco, em Sesimbra.

 O amor vencerá. 

                Fotografias de Zito Colaço