Zito Colaço, na Floresta, com a criançada, à Caça do Tesouro.

Onde o Tesouro é a Própria Vida
Na floresta do Zito, o silêncio não é ausência de som, mas sim uma linguagem que as crianças aprendem a decifrar. Sob a copa das árvores, o tempo abranda. Ali, o Zito não é apenas um guia; é um guardião de histórias que ensina aos mais pequenos que a natureza não é um lugar que se visita, é a nossa casa.
A "caça ao tesouro" começa com o primeiro estalar de ramos sob as botas. Mas, nesta aventura, as moedas de ouro são substituídas por descobertas muito mais valiosas, O brilho do orvalho numa folha de carvalho, O desenho misterioso da casca de um sobreiro, O perfume da terra húmida que guarda as raízes do futuro.
As crianças correm, mas param quando o Zito aponta para o alto. Ele ensina-as a ver o que está invisível aos olhos apressados da cidade. Cada árvore do amor que encontram pelo caminho é um símbolo de resistência e de afeto, uma lição viva de que cuidar da floresta é, no fundo, cuidar de nós mesmos.
Neste passeio, o verdadeiro tesouro não está escondido no final do trilho. Ele revela-se no brilho dos olhos das crianças, na sujidade feliz das mãos que tocam a terra e na certeza de que, enquanto houver quem leve os mais novos pela mão até ao coração do bosque, a floresta continuará a bater forte dentro de todos nós.






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