Era uma vez uma menina chamada Luísa, que vivia em uma casa cercada por um jardim que ela amava muito. Luísa sempre foi muito observadora, e um certo dia, enquanto tentava regar as suas flores favoritas, percebeu que da mangueira saía apenas um fiozinho de água fraco e cansado. Curiosa, ela decidiu investigar de onde vinha aquela água e por que ela parecia estar perdendo a força. Com o seu chapéu de exploradora e uma garrafa reutilizável na mão, Luísa seguiu o caminho das mangueiras até ao riacho que passava nos fundos da sua casa.
Ao chegar lá, ela encontrou algo inesperado: uma pequena criatura feita de luz e transparência, que flutuava sobre uma pedra. Era o Pingo, um espírito da água. Ele explicou à Luísa que o ciclo da água estava triste porque as pessoas se tinham esquecido de como ele era precioso. Pingo convidou Luísa para uma viagem mágica. Num piscar de olhos, ela sentiu-se leve como uma pluma e viu-se a subir para as nuvens, transformando-se em vapor, sentindo o calor do sol e o frescor das altitudes. Ela aprendeu que a água que ela bebia hoje era a mesma que já tinha refrescado dinossauros e regado florestas ancestrais há milhões de anos.
A aventura continuou por caminhos subterrâneos, onde Luísa viu como as raízes das árvores filtravam a água, deixando-a pura e cristalina. Mas ela também viu lugares onde o plástico e o desperdício tentavam parar esse fluxo vital. O Pingo mostrou-lhe que cada gota economizada em casa era, na verdade, um presente que ela enviava de volta para a natureza. Comovida, Luísa prometeu ser a embaixadora da água na sua vila. Ao voltar para o seu jardim, a água voltou a correr com alegria, e Luísa percebeu que, ao cuidar de cada gota, ela estava, na verdade, a cuidar do coração do mundo inteiro.
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