sexta-feira, 3 de junho de 2016

20b#I Love Trees Portugal - Junta-te a nós!


Na Mata dos Medos. Será que aqui morrem os medos? Será que podemos matar o medo? Talvez o Medo só precise de inspiração para ser Amor. Talvez a vida só precise de contemplação para aceitar a sorte. Talvez uma raiz precise dos seus ramos para encontrar o norte. Danço que balanço, balanço que danço. Abraço que toco, toco que abraço. Treme que mexe, mexe que treme. Descoberta a alma incerta. Aberta.


Texto Rita Nobre Luz
Fotografias Zito Colaço

20#I Love Trees Portugal - Junta-te a nós!



O encontro com a Natureza relembra-me de que não existimos enquanto entidades separadas do planeta e do universo, apesar de vivermos com essa presunção. O encontro com as árvores recorda-me a perfeição da matéria de que somos feitos, da lei da vida e da morte, das capacidades de ser raíz, de ser projeto, de ser forte, de ser flexível, de contemplar, de existir sem julgar, de proteger, de inspirar! O encontro com a floresta lembra-me do medo do escuro, do medo da luz mas também da resiliência perante as tempestades. 

O encontro com a Natureza também é o reencontro com a natureza humana, colectiva e individual. É o regresso à nossa natureza selvagem, à nossa natureza original, à nossa verdadeira natureza. Não é por acaso que utilizamos a palavra natureza para o planeta e para a nossa forma de ser, que às vezes deixamos que se perca em prol da sociedade. 

Sensibilizar para a conservação da Natureza não é ser solidário com uma causa nobre, filantropo ou caridoso. É reconhecer que fazemos parte dela e que ela faz parte de nós, que somos responsáveis pelo mundo em que vivemos, que somos uma ínfima parte mas também uma parte gigante se nos unirmos.

Zito, cada vez que mobilizas uma pessoa que seja para partilhar esta tua paixão, esta cresce e chega mais longe. É contagiante. Cada vez que uma porta se fecha, ela fecha depois de te ouvirem. A semente fica lá. O resto é com a Natureza... Como sempre.

Texto Rita Nobre Luz
Fotografias Zito Colaço

sexta-feira, 13 de maio de 2016

As minhas árvores - Novo projecto




Fotografias Zito Colaço

PARQUE DA PAZ

PARQUE DA PAZ

Diziam-me os antigos, na pessoa do meu avô e seus compinchas de cartada na tasca do coreto do Seixal, que as trovoadas de Maio matavam o Verão. Nunca duvidei. Agora com vista para o Estuário, lá longe a Seca do Bacalhau, aquilo era gente que viera do Alentejo com idade de ter conhecimentos sobejos para dentro e toda a vontade de uma vida melhor de fora, ao peito, a pesar o que tivesse que ser. “É a uva que não medra, o vinho que não sai, o engaço que não pinga bagaço”. Diziam também que as culturas de estio ficam adiadas para anos menos molhados na altura errada. Mas isso eram assuntos que não me acrescentavam carrego numa idade em que a minha única entrega à agricultura era descascar favas para o almoço de Domingo. Uma frase, porém, pendeu-me da fronte até hoje: “Os pássaros morrem nos ninhos”… Fui ver. E quando a Mata dos Medos ou a Apostiça distam mais do que podemos, há o genial Parque da Paz. Que de urbano, pouco tem. É, por outro lado, uma faixa de floresta que foi, precisamente, salva do iminente urbanismo. Sim, há adições. Passadiços, pontes e circuitos alcatroados e calcetados que convidam ao passeio. Há um lago onde arribam espécies migratórias, umas em trânsito, outras para ficar, entre garças, galinhas-de-água, galeirões, maçaricos-das-rochas ou mesmo guarda-rios. Mas para lá de tudo isso há As Árvores. Os centenários sobreiros, oliveiras e pinheiros mansos, bravos e carvalhos que adensam para Sul. Formam um bosque onde o silêncio e a sombra permitem muito mais que o sossego humano. Privilegiam-nos, a eles. É aí que costumo vê-los: Pintassilgos, rabirruivos, poupas, alvéolas-brancas, piscos. Por entre a densa folhagem, há muitas vidas que decorrem à margem da presença humana. Como se aquele enorme santuário urbano tornasse cada árvore um altar. As trovoadas já lá vão. Esperamos. São muito poucas horas da manhã. Ao largo, há gente afobada em corridas e pedaladas. Aqui, neste bosque mais denso, há um melro em azáfama canora. De um sobreiro assoma um gaio. Leva caruma no bico. Talvez vá a tempo. Talvez o tempo que faz também. E as árvores do Parque da Paz, que abrigam muito mais que toda a vida que a vista abarca, só existem porque alguém foi a tempo. Aquele a que sempre vamos. Se quisermos.

Texto Nuno Miguel Dias
Fotografias Zito Colaço











quarta-feira, 27 de abril de 2016

19#I LOVE TREES PORTUGAL - JUNTA-TE A NÓS!













Fotografias Zito Colaço
2004

18#Montes Claros, Parque Florestal do Monsanto, Lisboa.


 "Danças na horizontal a tua história, a espiral de nós, o movimento de possibilidades infinitas, que na casca tempo te gravam Amor. Inspiro a tua voz e o teu silêncio, enquanto as tuas folhas aguardam a passagem da brisa para se esticarem. 

Na tua superfície agarro uma vida de mãos dadas, sempre renascida, sempre presente. Sinto o teu perpetuo mergulho e nalgum ponto o teu movimento ecoa na mandíbula da minha alma e num trago sei que tanto eu como ela, somos tuas."

Abraço de árvore

Carla



"O vínculo com nossa própria intuição propicia uma confiante dependência que resiste a tudo. Ele muda a diretriz da mulher de uma atitude de "o que será, será" para uma de "quero ver tudo o que há para ser visto".

Clarissa Pinkola Estes

Fotografias Zito Colaço

terça-feira, 26 de abril de 2016

"Nós aqui temos isto" - FONTE DA TELHA É MUITO MAIS QUE PRAIA, by Lisbon South Bay Blog


É. É uma excelente praia. Todos sabemos que é. É por isso um dos nossos locais preferidos para fazer praia, um grande sítio para comer bem, para apreciar a vista, uma bebida, um gelado e mais um sem número de coisas que por ali conseguimos fazer, quer de Inverno, quer de Verão.
A vista da Arriba Fóssil é qualquer coisa do outro mundo, mas felizmente faz parte deste, do nosso mundo e podemos apreciá-lo. O que ainda não tínhamos verdadeiramente apreciado foi a envolvência da flora, ali da mata.

Neste nosso percurso por novas descobertas na Margem Sul, tivemos a sorte de conhecer o Zito Colaço, repórter fotográfico de profissão, nascido e criado na Margem Sul e, que há uns anos criou o I LOVE TREES PORTUGAL, um projecto que faz da beleza das árvores a sua atracção turística. O Zito conhece a Mata dos Medos como ninguém e foi o nosso guia neste trilho pedestre. Cada árvore que encontramos neste percurso pedestre é-nos apresentada. Ele batizou cada uma delas de acordo com as suas características- a Sereia, a bailarina, a Mãe. É impressionante os pormenores que nos escapam à primeira vista, porque não olhamos profundamente para estes seres, que acabam por nos proteger das agressividades de estarmos perto do mar e acabam por ser um pulmão junto à praia.
E, de repente, quando termina a Arriba tem-se provavelmente a melhor vista que se pode alcançar neste trilho pedestre - o mar da Fonte da Telha. É de cortar a respiração.

Ainda não refeitas do deslumbramento da vista regressamos à mata e é aí que conhecemos o "pequeno bosque encantado" - um local que parece isso mesmo - um bosque encantado - mais um batismo do Zito, que faz jus ao nome. Dá-nos mesmo a sensação que estamos numa história e deu-nos uma enorme vontade de trazer as nossas princesas para ali.

Também tivemos tempo para encontrar um lago com sapinhos. É incrível a diversidade de ambientes que a mãe natureza apresenta! Não sabemos se algum dos sapos será um príncipe encantado. É o que desta história fica para descobrir.

Nós aqui, agradecemos ao nosso "guia turístico" por nos dar a conhecer mais uma pequena maravilha da nossa margem sul.
Não há dúvida, a Fonte da Telha é muito mais do que praia.

Nós aqui temos a Fonte da Telha.
Nós aqui temos isto.
















Fotografias Zito Colaço


domingo, 24 de abril de 2016

Livro I LOVE TREES de Zito Colaço - Procura editora.


Grandes, pequenas, formosas, circunspectas, imponentes ou frágeis. Dão, sem pedir nada. E são, simplesmente. Respiram, respiram-nos e fazem respirar. Amam, amam-nos e fazem-nos amar. Conta-se que um jovem cavaleiro cansado de travar batalhas infindáveis e de desfecho previsível refugiava-se na floresta. As árvores e as pedras ouviam-no pacientemente e um dia decidiram falar-lhe. Amai-vos uns aos Outros Como Nós Vos Amamos. Tomado de assalto pela revelação, o cavaleiro decidiu ali mesmo abandonar a carreira militar e dedicar-se a uma vida nova de aprendizagem com aquelas árvores e pedras sagradas. Estamos certos de que todos teremos muito a aprender com o mistério das Árvores e das Pedras de Portugal. A nossa mensagem também é simples. Amar-vores uns aos Outros Como Elas vos Amam. Parece fácil. E é.